Innisfree No-Sebum Mineral Powder

11 mar

Innisfree é uma marca sul-coreana, produzida pela empresa Amore Pacific. Quem acompanha as postagens do Pedro no East to West Skin Care deve ter lido sobre vários produtos da linha.

Os produtos seguem um marketing voltado à preservação do meio ambiente, o equilíbrio entre o homem e a natureza, com ingredientes botânicos da Ilha de Jeju. A filosofia é que se pode beneficiar dos extratos e essências de plantas orgânicas da região para curar problemas da pele, respeitando o eco-sistema.

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A linha No-Sebum, por exemplo, é livre de corante artificial, parabeno, talco, fragrância artificial (tem perfumes naturais, para demonstrar uma “experiência sensorial” das várias essências da natureza de Juju) e ingredientes de origem animal e óleo mineral.

As embalagens também seguem a filosófica da marca: 100% recicláveis, consomem menos recursos naturais, cuja produção e transporte reduzem a emissão de CO2 no meio ambiente. São mais funcionais e práticas, sem luxo, com design ecológico.

A resenha de hoje é de um produto da linha No-Sebum, formada por um primer, um pó compacto e um pó solto: Innisfree No-Sebum Mineral Powder:

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Descrição do produto: essência em pó que absorve as células mortas e o sebo com pó vegetal de origem natural. Contém um duplo sistema de controle do sebo e cobre/ suaviza poros e linhas finas apresentando uma aparência livro de brilho. O que eu pude constatar nas minhas pesquisas é que além do pó mineral de Jeju, tem ingredientes básicos num bom pó primer/ blot, como sílica e mica, além de essência de hortelã de origem natural.

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O produto vem num recipiente compacto que basta girar a tampa para abrir. Tem uma esponja macia no interior e suporte para proteger o pó e permitir saída dosadora. São apenas cinco gramas, mas como se trata de um pó indicado para reduzir o brilho na zona T, onde se concentra maior produção de sebo ao longo do dia, minimizar a aparência de poros, linhas e imperfeições, é uma quantidade pertinente. O Mac Prep+Prime Transparent Finishing Powder tem apenas oito gramas e também é indicado para áreas seletivas:

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O cheiro é levemente herbal – na verdade, só consigo senti-lo quando aplico próximo ao nariz – e a essência de hortelã apenas proporciona uma suave sensação refrescante na aplicação.

Ele não tem cor, embora branco, ele desaparece na pele. Não fiz swatch dele porque some totalmente mesmo. Seria translúcido ou a que a indústria de beleza chama de “cor universal” que pode ser usado por todos os tons de pele.

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É muito fino, parece um talco. Quem já tem o hábito de usar pó solto, como o Blot da Mac, Mufe ou Clinique deve saber do que eu estou falando, aliás, que fique bem claro que eu sou uma negação com produtos de maquiagem e me perdoem a falta de desenvoltura para usá-lo.

Um pó solto com as características dele é indicado para finalizar e dar acabamento à maquiagem, permitindo um aspecto unificado e natural. Pele de porcelana! A recomendação é aplicá-lo após a sua rotina de cuidados ou até mesmo antes da maquiagem para criar uma condição de pele bonita.

Pelo o que eu percebi entre resenhas e comentários em geral, um blotting powder confere melhor resultado como finalizador (pele sedosa, mate e disfarce de poros e linhas) que pré make (apenas efeito mate). Eu não usaria na pele nua, o melhor seria numa pele previamente hidratada, por cima de um primer, make up ou mesmo um filtro mate para observar melhor resultado. Ele não acrescenta textura, o que poderia tornar a aparência mais artificial.

O Innisfree No-Sebum age como um blotting paper: onde você aplica, o óleo é absorvido, além de ajudar a manter a pele fosca por algumas horas. Isso vai depender muito da rotina de beleza e a condição da pele de cada um.

Eu aplico com a esponja que vem junto ao produto, mas depois passo um pincel médio de blush, com menos cerdas – quero um Kabuki urgente – para retocar melhor, principalmente nos cantos do nariz. Sem esfregar.

Eu o testei de várias formas:

Quando uso o Nivea Sun Mild, um filtro com ótimo acabamento, efeito mate e primer, finalizo com o Innisfree No-Sebum e a pele fica notavelmente bonita, fosca, brilho controlado, poros levemente camuflados e aspecto natural. Aplico apenas na zona T e canto das bochechas. Não acentua white cast por ser fino e translúcido. Percebo que, dependendo do clima, a oleosidade pode aparecer após quatro ou cinco horas. Depois disso, um leve retoque – que não “pesa” na pele – pode resolver tudo. Li inúmeras resenhas que demonstram a média de tempo que eu estou falando.

Compreenda, eu uso apenas um ótimo filtro solar como matificante. Quem adiciona na rotina outros produtos que controlam o brilho, além de um primer e comum, poderá ter um resultado mais satisfatório.

Usando-o com um primer, como o Avon Magix Face Perfector, a pele parece incrível. Mas eu fiz isso à noite.

Porém, quando eu uso com um filtro mais “neutro“, que não proporciona acabamento mate, o retoque que eu dou com o pó já não fica tão bonito e eu acabo aplicando quase na pele toda para ter um visual mais homogêneo. Mas o visual não dura muito tempo, dependendo do clima, umas duas ou três horas.

Por exemplo, quando uso o Omi Solanoveil Watery Gel, que é um filtro solar que eu considero “neutro“, não segura a oleosidade e nem atua como um bom primer, eu aplico o Avon Magix e finalizo com o Innisfree No-Sebum. A pele fica fosca e a oleosidade tarda a aparecer.

Neste site tem um “antes e depois“, nem digo que parece “armação” porque a minha pele num dia quente fica nesse estado deplorável – ou basta usar um filtro solar como Anthelios ou Episol – e vocês conseguem com um bom arsenal – leia: filtro asiático, primer e –  melhorar consideravelmente.

Conclui que a melhor combinação é o uso de um primer + pó finalizador para observar os resultados de matificação e minimização dos poros.

Nosso consultor para “pó air brush para pele”, Roberto, poderia comentar melhor sobre isso!

- Lista de Ingredientes:

Silica, Maize Starch, Dimethicone, Vinyl Dimethicone Crosspolymer, Caprilic, Methicone, Green Tea, Peppermint leaves, Mineral salt, Ethylhexilglycerin, Glycerilcaprilate, Ethylene, 1,2-Hexadinol, Spice - pote com 5 g.

O mais relevante é a sílica, ingrediente encontrado entre os melhores blotting powder, como o Mac Prep+Prime Transparent Finishing Powder, o Make Up For Ever Microfinish Powder HD e o E.L.F Studio High Definition Powder.  O que ela pode fazer à sua pele? Absorver oleosidade (alguns tipos de sílica podem absorver até 10 vezes o seu peso em óleo), refração da luz e conferir uma “ilusão ótica” de pele acetinada, suavizando linhas e poros. O resultado depende muito da aplicação – nada de exagerar com pincel largo e polvilhar o rosto todo.

O Mac Prep+Prime se assemelha ao Innisfree No-Sebum por tem sílica e amido de milho, ajudando a preservar a pele mais seca por algum tempo, porém, o Mac tem mica que também atua refletindo a luz e a minimizar opticamente imperfeições. Já a composição do EIF também se parece por ter sílica e silicones que permitem bom acabamento. Mas isso são apenas comparações teóricas, pois não testei as duas marcas para confrontar melhor.

O único descrito aqui que tem 100% de sílica é o Mufe e não por menos o “campeão” em se tratando de maquiagem HD.

Talvez a presença do Chá Verde no Innisfree No-Sebum possa ajudar a prevenir a oxidação do sebo, mas pela quantidade que se usa do pó na aplicação não contaria tanto com isso. A presença de vários silicones permite um acabamento mais leve e natural.

Innsifree No-Sebum é o meu primeiro blotting powder, então, eu não tenho muita experiência para compará-lo com bons produtos similares. O que eu percebi é que ele cumpre bem no papel de um “mata-borrão“, mas em termos de suavizar linhas e poros, dependerá muito da sua rotina de produtos. Prefira-o como um pó finalizador que terá melhores resultados para fixar a maquiagem e disfarçar imperfeições.

O melhor é o preço dele, a Vânia está vendendo por R$ 29, 00 no site. E realmente não é um produto caro se for procurá-lo em sites estrangeiros. No Brasil, lojas que vendem blotting powder estão por volta de R$70,00, dependendo da marca.

- Onde comprar: o meu foi comprado com a Vânia (aqui), mas esse produto esgota fácil. Aliás, a Vânia agora está com um site também. No Ebay, tem a Cosmétic Love com vários produtos da Innisfree, o No-Sebum custa $9,98. E para quem prefere uma loja coreana, tem a Sasa.

Protetor Solar: a saga Goober

6 mar

Acredito que todo mundo já deve ter percebido a minha relação conflitante com filtro solar. Ora gosto, ora odeio, digo que é um amor bandido, quase um karma necessário na minha vida. Tá, exagerei, mas eu gosto de ser hiperbólico. Eu ia preferir filtro solar em pílulas. Porém, sempre quero conhecer e testar novos produtos. Enquanto estava analisando as novas formulações dos filtros asiáticos com índice de proteção PA++++, tentei imaginar a quantidade de produtos que eu usei ao longo dos anos. Bom, se em quase dois anos, desde que conheci os filtros solares japoneses, já foram 20 filtros diferentes. Eu não conseguiria colocar tudo no word.

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O post de hoje será diferente, nada de resenhas ou tratados de beleza, irei apenas escrever como tudo começou. No estilo “eu nasci, eu cresci…”

Para situarem no tempo, não existia Internet nos primórdios quando eu comecei minha rotina, ok? Nada de sites de compras, blogs de beleza, e-mails..  a vida era dura!

Pesquisando na web, comenta-se que a Sundown  foi uma das primeiras linhas solar comercializada no Brasil, acredito que junto com a Coppertone, datada de 1960 no país. Em 1984, A Sundown começou a sua história no Brasil com filtros com FPS 4, 8 e 15 (curiosidade: fator 15 era considerado ultra proteção). Depois foram lançados FPS 20, 25 e 30.

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Meu primeiro filtro solar foi em 1992, ou seja, pouco menos de uma década do lançamento da Sundown, e não por menos era um frasco de FPS 15 da marca. Comprei apenas para usar quando andava no sol. Eu posso falar que era uma experiência desagradável perto de qualquer filtro solar tido como “ruim” hoje em dia.

A loção era um líquido branco viscoso, de odor fétido, ao espalhar sobre a pele deixava a mesma com aspecto seboso, semelhante ao passar azeite sobre o corpo. Eu diria que era um “óleo fritador solar”. Agora, imaginem usar isso no rosto? Sim, não existia – ainda – filtros com fórmulas “oil free” e indicados para face ou filtros urbanos.

O mesmo filtro usado (apenas) na praia era o que uma pessoa usaria no dia a dia. Claro, ganhando fama de excêntrico. Era comum eu ouvir “Nossa, que sol está fazendo aqui dentro do shopping!”, só pelo fato de estar usando protetor para sair de casa.

protetor+solar+goober3Em 1994 eu adotei filtro solar como uso diário, revezando o Sundown FSP 15 com um FPS 25. No mercado nacional existiam três marcas populares: Sundown, Coppertone e Sunblock (da Davene, alguém lembra? Ah, Cenoura & Bronze era apenas uma linha de bronzeadores).protetor+solar+goober2

Era preciso reaplicar várias e várias vezes e, no final do dia, a pele parecia que estava com lustrar móvel. Um pirilampo diurno! E ardia, ardia desgraçadamente, tinha muito Benzofenona e outros filtros químicos que causavam alergia. lembrando, não eram fórmulas indicadas para o rosto, mas produtos praianos.

Todos, sem exceção, irritavam meus olhos, eu “chorava” indevidamente por causa disso. Bastava suar, passar a mão no rosto ou até mesmo rir para ocorrer.

O que seria um filtro mais próximo de um dermocosmético e indicado pelos dermatologistas era o Stiefel Spectraban 30, encontrado em duas versões: uma fórmula que deixava a pele branca, por causa dos filtros físicos ou na versão tonalizante,  que a pele ficava acobreada.

Os profissionais também indicavam Episol FPS 30 ou FPS 45, quando era da empresa Shering Ploung – que comercializava também a linha Coppertone. Nas importadoras existia a versão americana do Episol, o Shade, que tinha fórmulas com FPS 30 (gel) e FPS 45 (loção). protetor+solar+goober4

Alguns anos depois, a linha Episol incluiu a versão gel FPS 30, o must have entre os dermatos na época, mas o terror de muitos pobres incautos. Eu fui deles, era o único filtro indicado para peles oleosas e usei a primeira versão do Shade/Episol FPS 30 gel e mal conseguia ir para a rua com o rosto naquele estado. Parecia uma mistura de álcool com cola plástica diluída em água. A impressão que eu tinha era que se ficasse no calor ia entrar em combustão.

O Shade FPS 45, um dos primeiros a usar “oil free” no rótulo, era menos desagradável, mas só para o corpo. Esses filtros não eram baratos – ainda não são – e a ideia era fazê-los render por um bom tempo.

Uma característica dos filtros solares no início dos anos 90 era a sua estabilidade ao calor: a fórmula virava bifásica. Era comum aplicar o protetor na mão, escorrer um líquido oleoso e depois uma loção mais espessa, então, você misturava nas mãos antes de aplicar no corpo. Agitar o frasco também ajudava, mas parecia fórmula adulterada. Muito, muito desagradável quando acontecia esse problema.

Nas perfumarias e importadoras também tinham algumas linhas como Hawaiian Tropic, Australian Gold e Banana Boat. Algumas das opções para uso corporal, mas todas com FPS 30.

Já nas perfumarias de luxo você poderia comprar protetores solares da Helena Rubinstein e Lancôme, com fatores entre 15 e 30. Nas revistas de moda e beleza eu desejava muito ter um Shiseido – até hoje o frasco redondo azul – e Clinique – como desejei o City Block FPS 15. Esses produtos eram os queridinhos dos artistas que poderiam pagar ou importar.

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Uma curiosidade: durante dois meses, em 1993, eu esbarrava com a atriz Cláudia Raia no teatro e conversava com ela sobre protetor solar. Ela já tinha uma pele imaculadamente clara e indicou o filtro que sempre usava: PreSun FPS 45. Com esse protetor (que para os meus olhos seria a ‘chave” para manter a pele livre de bronzeado) ela gravou cenas externas em novelas e filmes, inclusive quando fez cenas de nudez no Amazonas.

Bom, um tempo depois eu fiz meu pai comprá-lo numa perfumaria. Considero até hoje o pior filtro solar que eu usei: remetia aos óleos de proteção solar na década de 50, líquido, viscoso e amarelo, parecia uma vaselina. E fedia, muito mais que o Sundown! Além de tudo continha PABA, ingrediente que estava sendo proibido (era comum no rótulo ter “paba free” escrito). Meu Deus, quando passei a primeira vez a minha pele ficou tão feia que eu precisei tomar banho. Usei-o por duas vezes até jogá-lo na gaveta, era impossível de usar até no corpo. Como diabos ela usava no dia a dia?

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Acho que joguei tanto “malocchio” no produto que, observando a linha atual, não achei mais o tal, aliás, o FPS máximo é o 30. Mas a minha realidade, nos primeiros anos de consumidor, não era tão diferente deste diabo, qualquer filtro tornava a sua pele com aparência de quem correu uma São Silvestre!

A Natura tinha uma linha solar e por algum tempo eu usei um filtro em creme, totalmente físico, e deixava a minha pele com aspecto de vitiligo. O jeito – pasmem!! – era aplicar uma pequena gota e ir espalhando bem, mesmo assim, era impossível disfarçar o white cast visível. Foi o meu filtro “suportável” até a empresa descontinuá-lo.

Só para ninguém pensar que eu era louco, não existia parâmetros de proteção solar, como usar uma colher de chá para rosto e pescoço. A indicação era aplicar o protetor solar, 30 minutos antes da exposição, a cada duas horas.

Como não estava fácil viver naquela situação, tendo espinhas permanentes por causa da proteção solar, o jeito era conseguir formular alguma coisa “usável”. Então, tive que virar “amigo” de vários formuladores e farmacêuticos. Ligava e pedia para falar diretamente com o profissional, explicava o meu martírio, e ele formulava um filtro especial para o rosto.

No geral, era uma fórmula em loção “oil free” – isso era imprescindível nas formulas dos dermatos – ou em gel e com mais filtros minerais. Eu buscava amostras feitas para a minha pele, testava, ligava, dava meu parecer e eles refaziam. Já usavam pigmentos para camuflar o branco dos filtros físicos, o problema era que, se até pouco tempo, estava difícil encontrar um tom bege próximo para que tenha a pele clara, imagine no passado. O mais claro era um bege-médio, que deixava você com um tom bronzeado.

Eu não conseguia me realizar com nenhum filtro formulado. As fórmulas comuns incluíam Dióxido de Titânio, Benzonfenona 3, Homosolato, Octocrylene, Octixonate e Octisalate. Sinceramente, se vocês analisarem as fórmulas atuais dos filtros solares americanos, observaram que são exatamente similares aos produtos comercializados nos anos 90.

Filtro solar em gel tinha uma textura pior que em loção (Episol Gel não me deixa mentir) e esfarelava após aplicar. Parecia uma cola que depois que secava, cria um filme plástico sobre a pele. Quando tentava manipular gel, era bem pior, pois formava uma segunda pele que conforme você ia falando, sorrindo, criava vincos e no final do dia sua pele parecia uma uva passa!

Uma solução era usar o Photoage FPS 30, da Dermage, que era um dos poucos filtros para a face, com base e filtros minerais. Tinha que aplicar com esponja para maquiagem e, ainda assim, muito pouco para conseguir ter uma pele mais natural. Mas para quem tinha pele clara e manchada, por exemplo, foi um filtro promissor num período que não existiam fórmulas nacionais com tonalizante e FPS.

E fui conhecendo outros filtros, desde populares até mais caros, como o Pegotan, da Anna Pegova. No corpo eu usei uma loção hidratante com FPS 25 da Vitaderm, muito boa, era à base de ureia e Dióxido de Titânio. Eu comprava a versão para esteticista e vinha numa embalagem bastante econômica. Um dos poucos produtos que eu conseguia usar no corpo.protetor+solar+goober7 Comprava também um hidratante com FPS 15 da marca americana Purpose, agradável de usar.

Alguém usou aqueles potinhos da Pond’s Institute? Então, existia bem no início dos anos 90, um hidratante nutritivo com FSP 4 e isso era algo excepcional no Brasil. Eu usava na área dos olhos!

Na segunda metade dos anos 90 começaram a surgir filtros “oil free” no rótulo, mas não impedia das fórmulas serem sebosas demais. Eis que neste mesmo período, as primeiras marcas de dermocosméticos aportaram no país. Eu conheci a Roc e Avène vendidas em drogarias mais sofisticadas. Ambas as marcas tinha produtos com filtro solar, mas com características europeias  fórmulas em cremes e filtros minerais. O primeiro Minesol – acho que era FPS 45 – era uma pasta branca de difícil espalhamento.

A Avène tinha a fórmula mais leve, com uma base bege-claro – bem mais adequada para peles claras – e FPS 50. Comprei os dois, mas precisei repassar para uma amiga, fototipo I e sardenta. Ela amou.

E a L’Oréal trouxe a linha Helioblock – atual Anthelios – com um novo conceito de proteção, já voltado para fotoestabildiade, proteção UVA e filtros mais sofisticados, como os da família Parsol. Das marcas populares da L’Oréal, teve a Ombrelle, vendida nos supermercados, sendo substituída pela Expertise. Usei tanto a Ombrelle e a Ambre Solaire, marca importada da Garnier, no corpo.

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Depois fui conhecendo todas as marcas de dermocostécos, como as citadas, também usei Isdin FPS 30 e Stiefel Hidrafil Gel FPS 20, mas por um bom tempo meu filtro facial preferido foi o Sundown Beauty Facial FPS 32. Foi por meio dele que comecei a fazer parte de blogs de beleza. Até chegar ao Roc Actif Minesol OC 30 (ainda da embalagem amarela) e o Ada Tina Normalize Matte FPS 50. A história, daqui por diante, todos já conhecem!

protetor+solar+goober9Hoje em dia, quem é que compra um produto de beleza sem antes dar uma conferida no review em blog de beleza ou ver a cotação num MakeupAlley da vida? Na primeira década como consumidor de filtros solares não existia internet para pesquisar ou comprar,  era tudo às cegas. Eu tive que ser a minha própria cobaia e pagar, literalmente, para ver. Por isso eu não me conformo quando vejo empresas que ainda produzem protetores com fórmulas que remetem ao meu passado.

Eu devo ter pulado muitas marcas, posso lembrar que usei Avon, Coppertone, Nivea, Neutrogena, Payot, entre outras, em versões corpo e esporte, contudo, acredito que consegui passar um pouco da minha trajetória. Foram mais dissabores que alegrias, é verdade, mas o que me tornou cada vez mais exigente em termos de proteção solar. A saga continua.

E vocês, ainda recordam do primeiros protetor solar? Quem começou a usar de uns 7, 6 anos para cá não deve ter tanto trauma assim, mas deixe-me saber.

Nivea Sun Protect Water Milk Mild SPF 50+ PA+++

24 fev

Antes de iniciar a resenha, tenho que informar que o produto da marca Nivea citado não é igual aos fabricados no Brasil. A empresa Kao Corporation (Sofina, Bioré, Kanebo…) é quem fabrica os produtos da Nivea japonesa, portanto, a qualidade segue o padrão dos filtros solares japoneses que gosto de resenhar: boa textura, excelente proteção, acabamento de mate a neutro, sem pegajosidade, ou seja, léguas de distância da versão solar nacional.

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Outra questão que gostaria de avisar é que no site Ratzilla Cosme informa que ele foi descontinuado em 2012, mas a versão apresentada aqui é a atual e parece que manteve as mesmas características descritas.

Vamos ao produto que tem sido surpreendente: Nivea Sun Protect Water Milk Mild SPF 50+ PA+++

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O que diz as alegações: indicado para peles sensíveis, livre de álcool, filtros químicos, perfume e corantes. Textura leve, resistente à água e ao suor e pode ser usado por baixo de maquiagem. Recomendado para rosto e corpo. Requer removedor específico para retirar o produto.

O frasco tem 30 ml com bico dosador fino e esfera para agitar o produto antes de usar:

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A textura do produto é bem similar aos filtros da Sofina e Bioré: uma loção líquida, leitosa, com boa espalhabilidade, levemente espessa. O protetor espalha melhor se a pele estiver previamente hidratada. Aliás, isso é imprescindível para uma aplicação mais homogênea e evitar white cast.

Observem nas fotos abaixo no primeiro instante da aplicação e, logo em seguida, ainda esperando absorver. Na foto direita, parece que há um brilho, mas é do próprio reflexo do flash. Como eu não espalhei totalmente, pode-se notar alguns “traços” brancos nas linhas da mão que desaparecem com  a aplicação adequada:

kao+nivea+sun+mild+texturaPara um filtro 100% físico, com alto FPS e PA, livre de álcool, ele proporciona um acabamento muito elegante e natural. Um protetor ocidental, com metade do FPS, já teria uma textura bem mais grosseira. Ao contrário, o Nivea Sun Mild é líquido e suave no uso.

Mas eu diria que ele requer o mesmo cuidado para aplicar assim como os filtros da marca Solanovel, porém com a diferença do Nivea Sun Mild ser mais consistente. Eu sugiro ir aplicado por etapas (como explico aqui) e espalhando suavemente, sem esfregar a pele, até deixá-la com aparência homogênea e evitar pontos esbranquiçados. Seria como aplicar uma base líquida e sempre requer um tempo maior para aplicação.

Vocês poderão notar um leve white cast inicial, ainda assim muito sutil para um filtro solar, como descrevi, apenas físico. Atenção maior nas laterais ou onde há pelos, como a barba (impossível usá-lo com a barba rala), porque ele acumula resíduo. Alguns minutos depois o tom de pele fica uniforme e mais sutil.

A absorção dele é rápida – o que eu achei também impressionante - sem sensação úmida, pegajosa ou toque oleoso. O acabamento final dele pode lembrar os filtros da Solanoveil: a pele ganha um acabamento levemente fosco, mais para neutro – não aquele aspecto sem vida feito papel – e sedoso, podendo camuflar poros e rubor, e se mantém assim por horas.

A leitora Lidiane Resende comenta que ele funciona como primer, permite melhor aplicação de base líquida que com Bioré Perfect Milk, mas adverte que se a base for mais cremosa, a cobertura final pode ficar pesada.

Como não poderia faltar, fiz o teste de pegajosidade: conforme comento nesta resenha, após espalhar bem o protetor solar na palma da mão e esperar absorver por 1 minuto, adiciono uma colher de café cheia de farelo de aveia e depois despejo tudo sobre um prato. Não esfrego a mão e nem tento espalhar os resíduos que sobram.

O resultado final eu avalio e comparo com outros testes. No teste de hoje, eu comparei com um dos filtros que teve melhor resultado, o Solanoveil Protect:

kao+nivea+sun+mild+pegajosidadeObservem na foto que ambos tiveram praticamente o mesmo resultado: pouquíssimos farelos e grânulos restaram. E ambos também são filtros sem álcool, que quando adicionado na fórmula, facilita ainda mais o acabamento seco.

Matificação: eu tenho usado o produto em dias extremamente quentes aqui no Rio e pude constatar como ele absorve bem a oleosidade natural da pele. Após cinco, seis horas de aplicação, o máximo que eu faço é tocar suavemente a pele com um blotting paper e ela fica intacta.

Percebo que o brilho retarda aparecer e o seu efeito mate é mais em longo prazo que imediato. Não é extremamente seco como o Bioré Perfect Milk, que permite usar vários produtos por baixo, mas o Nivea Sun Mild consegue camuflar bem uma pele cuidada com hidratantes e loções e manter a pele confortável.

O teste de fogo foi ficar 7 horas na rua e conseguir manter a pele com o brilho controlado. Na verdade, o brilho que acumulava era do suor e não de excesso de sebo. A grande cobertura física dele, além de talco, sílica e silicones – similar neste ponto aos filtros Bioré Perfect Milk e Solanoveil Perfect – fornecem uma cobertura mate na medida e superior aos filtros nacionais que se destinam a controlar a oleosidade.

A reaplicação dele requer mais cautela, porque ele se mantém sobre a pele após horas e é como se estivesse aderindo mais outra camada à pele. Então, o espalhamento fica mais complicado, pois se na primeira aplicação a pele, por estar hidratada, o filtro desliza melhor; na segunda vez, a nova aplicação não é tão simples e requer mais cautela para evitar pontos esbranquiçados ou acúmulos de pigmentos onde há dobras/ vincos e a textura fica mais grossa. Mas com um pouco de atenção, consegue-se concluir o acabamento.

White cast: pode ficar acentuado, principalmente após reaplicar, mas nada sobrenatural,  e seria pouquíssima coisa inferior ao Solanoveil Perfect e Bioré Perfect Milk, sendo que ambos são quase 100% físicos e o Nivea Sun Mild deve ter uma concentração maior de Óxido de Zinco, eu chutaria uns 14, 15%. Como é totalmente físico, já é de esperar um pouco de white cast e isso pode variar conforme o tom de pele – descrevo baseado no meu fototipo III. Eu sempre afirmo que o white cast dos filtros japoneses é mais para um “véu suave” que uma “massa corrida”, numa alusão aos protetores solares ocidentais que têm filtros minerais na fórmula.

Eu até prefiro filtros assim porque escondem o rubor da minha pele, tanto natural quanto devido ao calor excessivo e eu passei a me acostumar com filtros que eu possa “enxergar” a proteção aderente na pele. É verdade, quando uso filtro totalmente transparente, após longas horas, eu não consigo ter certeza se o mesmo continua protegendo ativamente. A proteção física visível me passa mais segurança, mas isso é “neura” minha, ok?

Oclusão: filtros com grande quantidade de Óxido de Zinco costumam dar uma sensação de secura, repuxamento ou sufocamento e acentuar os poros no final do dia. Eu não senti nada disso, mesmo com o produto na pele por 12 horas. Muito menos senti que ele resseca a pele pelo fato de ter filtros físicos e outros ingredientes que ajudam a manter a oleosidade controlada. Outro problema comum relatado por usuários de filtros minerais é o efeito oclusivo que pode gerar a formação de comedões. Mais uma vez me surpreendeu, pois já estou há quase quatro semanas usando-o e não tive um problema sequer nos poros.

Eu iniciei os meus testes já preocupado com secura e cravos vermelhos ao longo do uso e pelo fato de nenhum desses problemas terem ocorrido, já o tenho como um dos meus filtros solares favoritos!

A única ressalva que me desagradou é que após sudorese intensiva a pele fica esbranquiçada, com flocos espalhados e gotas de suor com aspecto branco, dá a impressão que ele derrete sobre a pele. O Bioré Perfect Milk ou o Solanoveil Perfect, mesmo com suor excessivo, cria uma barreira impermeável que não deixa as gotas de suor se misturar como filtro. Eu fico com receio de enxugar o rosto e reduzir a proteção, mas não totalmente, porque ao fazer a higiene após isso, percebo que ainda há filtro no rosto e o uso de um óleo removedor ainda se faz indispensável.

Ingredientes: se a nova versão não sofreu nenhum tipo de alteração muito “drástica“, a fórmula dele continua com sua base em ingredientes voláteis que somem após a aplicação, como o silicone cyclopentasiloxane e água, além de vários silicones que conferem acabamento confortável e sensação sedosa, criando também um filme oclusivo para prevenir ressecamento.

Contém um derivado de Ácido Hialurônico (sodium acetylated hyaluronate) como agente hidratante. Há a presença de sílica e talco para ajudar a manter a pele salva do excesso de sebo. E a proteção, como comentei, é com os filtros físicos Óxido de Zinco e Dióxido de Titânio. É uma combinação de ingredientes que poderia ser usada até em peles de crianças, sem aquele suplício de deixar a criança parecendo um fantasma.

No Ratizilla Cosme tem a lista de ingredientes completas da versão anterior. Assim que encontrar a fórmula atualizada eu publico.

Continuo afirmando que é um produto incrível. Pode ser usado em peles sensíveis, com tendência à rosácea, sem receio. Raramente me deparo com um filtro 100% físico que espalha bem, matifica sem exagerar ou ocasionar aquele efeito muito opaco, absorve rápido, não gera comedões e deixa a pele levemente branca – para alguns tipos de pele clara pode até ser transparente. Nem tenho como comparar a similares nacionais, porque seria até uma afronta. Até recebi um filtro americano, 100 físico, mas com FPS inferior e nem assim chega à textura delicada do Nivea Sun Mild.

O Nivea Sun Protect Water Milk Mild é uma opção excelente para quem não consegue usar o Bioré Perfect Milk por ser seco demais ou ocasionar cravos, mas quer um filtro com bom acabamento e proteção alta. Eu preciso estocar este produto para usar no inverno, principalmente por ele ter um ótimo custo x benefício, similar aos Solanoveil, mesmo comprando por revenda no Brasil.

Só choramingo o fato de durar tão pouco: um frasco de 30 ml não rende por quatro semanas. Porém, com o valor de dois fracos (algo em torno de 11 dólares cada) vocês ainda conseguem um valor mais econômico comparado com um “possível” equivalente comercializado no Brasil, como SkinCeuticals Sheer Physical UV Defense FPS 50, sendo este em torno de 80 reais e não tem a mesma textura confortável que o Nívea Sun Mild.

Este produto assim como outros filtros que eu resenhei já estão na atualização do “Ranking Goober“. Visitem!

- Onde comprar: No Adam Beauty custa na faixa de 11 dólares + 2 dólares de rastreio, mas tem que esperar voltar ao estoque. A vendedora Vânia receberá um lote dele e por isso sugiro reservar com ela, porque o Solanovel Perfect está esgotando muito rápido aqui e lá fora, no Ebay já tem vendedor superfaturando o Solanoveil Perfect por 50 dólares.

Incompatibilidades entre cosméticos

25 jan

A leitora Clara Alva há pouco tempo sugeriu a ideia de um texto explicando sobre interaçõesincompatibilidades entre alguns ingredientes. Então, eu, o Pedro (East to West Skin Care) e a Meire (Salada Médica) elaboramos um artigo bem simples e objetivo sobre isso. O texto foi publicado no blog Stash:

Introdução

Interação medicamentosa é um evento gerado pela associação entre medicamentos ou pela associação entre um medicamento e agentes externos como alimentos, bebidas e luz solar. A interação pode se manifestar clinicamente com ausência de melhora, com agravamento do problema que você quer tratar e/ou com o surgimento de novas complicações.

Há exemplos clássicos de interação em Dermatologia como o risco aumentado de danos ao DNA quando o ácido retinoico que está aplicado em nossa pele entra em contato com a radiação solar ou o risco aumentado de sonolência e acidentes de trânsito quando estamos tomando um antialérgico para minimizar uma dermatite e consumimos bebidas alcoólicas (…)

Convido todos para continuarem a leitura no blog.

La Roche Posay Redermic R

23 jan

Eu demorei para escrever a resenha do produto de hoje porque queria testá-lo por bastante tempo. Eu usei Ácido Retinóico por 19 anos consecutivos – não me recordo se eu fiquei, pelo menos, um mês sem usá-lo – mas com a adesão do Redermic R, estou há três meses sem aplicar Ácido Retinóico na pele.

redermic5+tema

O que posso dizer? A pele melhorou muito na sensibilidade e até na oleosidade. Este período de verão tem sido “calmo” para mim, tirando o calor exaustivo, a minha pele tem suportado muito bem a quantidade de proteção solar que eu uso por até 12 horas, sem apresentar pequenos cravos vermelhos ou espinhas.

Fora duas etapas: quando descontinuei o Ácido Retinóico, esperando uma melhora na pele, mas foi exatamente o contrário: virou um poço de cravos e inflamações, parecia rebote, porque nem o rubor eu conseguia atenuar. Usava apenas Ácido Azeláico e não era suficiente.

Mas na segunda, quando adotei o Retinol (principio ativo do Redermic R), consegui manter a pele mais estável e o melhor, com a mesma textura refinada que o Retinóico proporcionava, talvez porque a minha pele tenha um longo histórico de uso com Vitamina A ácida.

tretinoin

A Vitamina A ácida, sua forma “ativa” na pele é conhecida como Retinóico, Trans retinóico ou Tretinoína, sendo a escolha padrão para tratamentos de fotoenvelhecimento, acne e outros cuidados estéticos (manchas, estrias..), pois segundo a Dra. Leslie Baumann, ela inverte o fotoenvelhecimento, reduzindo rugas e revigorando a textura da pele, principalmente pelo aumento no colágeno na derme; melhora a aparência de estrias e descoloração da pele; atuando na redução de melanina.

No combate à acne, o Ácido Retinóico atua sobre receptores nucleares nas células-alvo, estimulando a renovação das células da epiderme, que propiciaria a formação de uma camada córnea menos aderente, facilitando a eliminação de comedões existentes e impedindo a formação de tampões de queratina nos folículos. Neste estudo, o uso de Retinóico tópico na prescrição de 0,1% foi eficaz na redução de microcomedões, pois atua na limpeza do canal folicular onde a queratina fica retida, prevenindo as lesões inflamatórias da acne.

Há inúmeros estudos mostrando os benefícios deste ácido como medicamento e ele está disponível por prescrição médica, nas concentrações que podem variar de 0,01% a 0,1%, tanto em manipulados quanto em industrial (Vitanol, Vitacid, Retin-A Micro), sendo este encontrado em medicamentos tarja vermelha. Acima dessas concentrações, apenas em tratamento como peeling ou formulados.

Para entender um pouco mais e conhecer as diferenças de cada retinóide (leia como retinóide todos os derivados sintéticos ou naturais da Vitamina A, entre eles, Tretinoína, Adapaleno, Tazaroteno, Isotretinoína, Retinol, Palmitato de Retinol, Retinaldeído, etc…) sugiro a leitura deste artigo.

Retinol

O Retinol é a própria Vitamina A pura, retinóide usado em cosméticos por ter baixa sensibilidade e fotoestabilidade, assim, vendido sem receita. O Retinol, a grosso modo, é inferior a Tretinoína em sua atuação na pele (algo como 20 x mais fraco que a Tretinoína ), porque precisa ser convertido na pele em Ácido Retinoico após ser absorvido. Mas, ainda assim, favorece a pele com benefícios semelhantes ao Ácido Retinóico, pois ajuda a criar células saudáveis na pele, aumentando  a produção de novas células jovens e melhorando os elementos estruturais da mesma, mas não agem de forma esfoliativa como os AHAs e BHAs, que renovam a pele na camada externa, revelando também uma pele mais jovem.

A Dra. Baumman corrobora que o Retinol em um veículo apropriado e em concentração correta, vem demonstrado ser tão eficaz quanto o Ácido Retinóico em prescrições para cuidados iguais, com diferença de gerar menos irritação comparado com o segundo.

- Instabilidade e incompatibilidade cosmética:

Retinol é instável à luz e nas minhas leituras sempre há o enfoque de optar por embalagens que preservem o produto da exposição à luz para garantir a estabilidade, de preferência em tubos de alumínio.

Neste ponto também, há a recomendação de usá-lo apenas à noite, mas há opiniões adversas. Primeiro pela possível degradação do Retinol com a luz. De acordo com este artigo, o uso de cosméticos com Retinol durante o dia, o mesmo perde sua eficácia após 4 horas de exposição solar.

O seu uso requer uma boa fotoproteção para garantir melhor estabilidade do ingrediente. Acho justo, pois o uso de Retinol, embora inferior ao Ácido Retinóico (este sim, perde toda a sua estabilidade diante da luz), pode sensibilizar a pele diante do sol, logo, se você faz uso de um Retinol como tratamento diário para prevenção e tratamento de linhas e rugas, mais que óbvio deve evitar exposições sem proteção solar adequada e efetiva.

Um meio que é sugerido pela Paula Begoun para manter o Retinol estável e eficaz na luz UV é, além de proteção solar, combinar com antioxidantes, como Vitamina C e E.

Segundo ponto a ser discutido é que o Retinol para ter uma reação de hidrólise (conversão em Tretinoina), ocorre num pH mais neutro, entre 6,5 a 7.1, o que poderia torná-lo incompatível com outros cosméticos de pH diferentes.

Entenda a via Metabólica da Vitamina A dessa forma:

redermicR5+conversão+tretinoina

Sugiro a leitura deste excelente artigo do Futurederm para compreender melhor todo o processo de conversão da Vitamina A.

Sobre estabilidade, combinações com outros produtos de pHs diferentes e possíveis interações, não entrarei em muitos detalhes porque ajudei na elaboração de um texto, junto com a Meire e o Pedro e foi publicado no Stash.

Porém, eu prefiro usar Retinol apenas à noite, esperando, pelo menos, 45 minutos após a aplicação dos produtos anteriores, para o pH se regularizar.

Para concluir, antes de – finalmente – entrar na resenha, a ação do Retinol pode variar de acordo com a concentração do ativo e outros ingredientes que fornecem melhor penetração do mesmo na pele, como é o caso do Redermic R, que acrescenta outros ingredientes com ação esfoliativa para aumentar ainda mais a ação do produto, conforme iremos ler mais à frente.

Assim, independentemente da concentração do Retinol, o acréscimo de outras substâncias, como por exemplo, antioxidantes para preservar a estabilidade do produto e outros que forneceram melhor penetração, vocês podem encontrar diversas fórmulas combinadas para melhor efetividade do ativo.

No Brasil, Retinol pode ser encontrado em inúmeras porcentagens, entre 0,02% a 0,3%, esta última é concentração máxima permitida pela Anvisa. Nos EUA, por exemplo, há concentrações superiores, como 0,5% de Retinol Puro.

Por preferência, eu usaria concentrações igual ou superior a 0,1% para ter melhor ação do Retinol na prevenção do envelhecimento. Não por menos é a porcentagem do produtos que descreverei: La Roche Posay Redermic R:

redermic5+frasco

O que nos diz o site da empresa: indicado para fotoenvelhecimento; redução das rugas e proporcionar uma superfície da pele mais lisa; manchas atenuadas e tonalidade homogênea. Tolerado por peles sensíveis.

A indicação é para uso diário. No site nacional, há sugestão de aplicar dia e/ ou à noite, em outras versões há a indicação de usá-lo apenas à noite. No arquivo de apresentação do produto, recomenda-se usar à noite e o Redermic [+] como opção de cuidado diurno. Há também a linha Redermic C, comercializada, por enquanto, na Europa. Não recomendado usar durante a gravidez ou período de amamentação.

A embalagem é em bisnaga de alumínio de 30 ml, pertinente ao tipo de ingrediente instável e que oxida em contato com a luz, com uma saída de bico fino, permitindo usufruir melhor do produto sem desperdícios. Há ainda uma tampa para manter a saída dosadora protegida:

redermic5+frasco2

A foto principal é de divulgação, pois a minha bisnaga já passou da metade. Quem usa/ usou outros produtos da linha Redermic estará familiarizado com o feitio da embalagem.

Eu diria que o Redermic R tem a textura de uma loção leve ou serum, com fácil espalhabilidade. O produto tem boa absorção, deixando a pele com sensação hidratada e um leve brilho. Não é pegajoso, mas não chega a ser um produto neutro – ou toque seco como divulgado, pelo menos na minha pele oleosa:

redermic5+textura

Eu tenho usado apenas com as minhas loções líquidas, à noite, porque anti-idade assim eu prefiro manter na minha rotina noturna, como já descrevi na introdução: provável instabilidade do Retinol. E também pelo fato de não ser um cosmético que não “desapareça” na minha pele.

Ele tem um leve perfume, mas algo que se nota só alguns segundos durante a aplicação. O que eu poderia destacar é que não sinto nenhum tipo de desconforto, nem durante ou após a aplicação. A minha pele muito sensível tolera muito bem. No dia seguinte, confirmando tudo isso, a pele continua sem irritabilidade e nenhum tipo de descamação. Um ponto que poderia ser incompatível com uma rotina diurna seria o fato que o Retinol, ainda que de forma inferior a Vitamina A ácida, pode causar irritação à pele e torná-la sensível ao sol, mas este produto me parece bem tolerável.

Nas primeiras duas semanas já comecei a notar alguns resultados: cor mais luminosa, textura suave, como se tivesse feito uma esfoliação, grão regular. Minha pele estava instável pela pausa na Tretinoína, com incidência de cravos e vermelhos, e o Redermic R pareceu um bálsamo.

Na terceira semana comecei a notar uma leve sensibilidade, mas nada que torna o uso desconfortável. E, por fim, minha pele se adequou ao produto e percebo hoje uma melhora progressiva, até mesmo nos poros, que estão sempre limpos e “calmos” e minha pele apresenta pouca irritabilidade a fatores externos. Quando desperto pela manhã, a pele está sempre com um viço incrível e tonalidade regular.

Eu não tenho rugas para descrever a ação do produto desta forma, mas não observei ainda nenhuma redução nas linhas de expressão superficiais que eu tenho, apenas a firmeza que eu já venho mantendo. Mas sempre usei produtos anti-age apenas como preventivo e sempre digo que ou você comece a se cuidar cedo ou não espere milagres.

Sou muito cético com produtos que prometem sumir com as rugas e não seria diferente com o Redermic R. Na verdade, você opta por, futuramente, ter “rugas com qualidade”, sim, percebo que as minhas linhas não ficam marcadas ou criando sulcos, enquanto que a área dos olhos está sempre firme. O Retinol é um ingrediente que mostra resultados melhores em longo prazo e eu quero mantê-lo na minha rotina por mais tempo.

Há inúmeros produtos com Retinol no mercado, vocês encontram em fórmulas da Roc, Vichy, Neutrogena, SkinCeuticals, etc. Mas o Redermic R alia a ação Retinol puro 0,1% com um complexo de ativos para potencializar a ação dele: Linoleato de Retinila 0,2% e Adenosina 0,1%.

Linoleato de Retinila é um derivado do Retinol que ao penetrar na pele se converte gradualmente em Retinol Puro e Ácido Linoleico. De acordo com a empresa, enquanto o Retinol é absorvido de forma menos irritante e respeitando a tolerância da pele, o Ácido Linoleico preserva a função da barreira cutânea devido a sua ação emoliente. Tem ação catalisadora do Retinol como molécula para aumentar a eficácia dele sem elevar a concentração.

Adenosina ajuda no processo de renovação celular, impedindo a queratinização. O ingrediente auxilia no rejuvenescimento da pele, favorecendo para uma tez mais regular e manchas atenuadas e dando suporto para mantê-las com células saudáveis, além de efeito anti-inflamatório.

O produto conta também com um derivado do Ácido Salicílico, Lha 0.3%, patenteado pela L’Oréal, que renova as células, melhora o aspecto, reduz a proliferação de bactérias no interior dos mesmos, prevenindo cravos e espinhas.

Segundo a L’Oréal, ele tem ação queratólica 7 x maior que o Ácido Salicílico. O interessante é que mesmo em porcentagens baixas ele tem boa atuação e penetração na pele, atua num pH próximo ao do Retinol (por volta de 5.5) e estimula a produção de células novas assim como a Tretinoína. O Lha pode ser conjugado com outros ingredientes para aumentar a descamação da superfície da pele, permitindo melhor penetração dos ativos para potencializar os seus efeitos.

A combinação de Retinóides, ainda segundo a empresa, fornece uma eficácia superior no combate aos sinais de envelhecimento comparado a maior concentração de Retinol (0,3%) no mercado:

redermicR5+estudo

- Lista Completa de Ingredientes:

Aqua / Water, Isostearyl Neopentanoate, Glycerin, Octyldodecanol, Propylene Glycol, Pentylene Glycol, Acrylamide/Sodium Acryloyldimethyltaurate Copolymer, Cetearyl Alcohol, Glycine Soja Oil / Soybean Oil, Triethanolamine, Isohexadecane, Sodium Hyaluronate, Retinol, Retinyl Linoleate, Adenosine, Capryloyl Salicylic Acid, Caprylyl Glycol, Polysorbate 80, Phenoxyethanol, Parfum / FragranceFrasco de 30 ml.

La Roche Posay Redermic R ganhou na categoria anti-idade no “Best of Beauty: Skin Care 2011”, pela revista americana Allure.

Eu já penso em adquirir meu segundo frasco de Redermic R e até cogito no inverno de alternar com o Retin A Micro para observar com a minha pele reagirá. Por hora, o Redermic R é um dos melhores produtos anti-idade que eu já usei, pois tem proporcionado uma pele com textura  muito boa e, confesso, surpreendeu-me.

Ele é perfeito para ser usado no verão – claro, mantendo o cuidado de não se expor ao sol sem uma forte proteção solar. Eu já cogitei de usar o SkinCeuticals Retinol 0.3 (com a maior concentra de Retinol no Brasil), mas depois que me aprofundei sobre os ingredientes do Redermic R, já estou satisfeito!

Se quiseres manter uma pele bem tratada, mantenha em seus cuidados combinações de Vitamina C, retinóides, AHAs, BHAs, aliada à fotoproteção. São recursos bem documentados e que eu observo sempre benefícios e de fácil acesso. Dificilmente eu gastaria uma fortuna num creme anti-idade com “ingredientes revolucionários”.

Agradeço à leitora Drix por gentilmente enviar-me o produto desta resenha. Grazie Mille!

- Onde comprar: qualquer farmácia e sites de vendas de cosméticos. A média de preço dele é R$ 140,00. Em sites como Ebay vocês encontram por volta de $40,00. Na Sweet Care sai por volta de R$ 75,00. A Vânia, que revendia mais em conta o Redermic [+], também é uma opção para compras.

Melhores Compras de 2012 e Lista de Desejos 2013

18 dez

No ano passado eu fiz um tópico de futuras compras e produtos que eu gostei e recompraria. Consegui conhecer grande parte da minha lista; outros, eu desisti por falta de interesse mesmo e devido a outras descobertas.

compras+2012+0

Para o próximo ano, pretendo testar poucos produtos (?) e manter uma rotina mais minimalista (tanto em rotina de cuidados quanto em lista de ingredientes) e fiel – se é que eu consigo. Quero evitar desperdícios ou comprar produtos de indicações similares quando ainda tenho frascos abertos. Neste caso, apenas se for para estoque.

Entre filtros, limpadores, consegui encontrar produtos que eu comprei mais de uma vez, mas posso mudar tudo conforme for conhecendo outros itens excelentes, pois em se tratando de produtos asiáticos, quando você parece ter achado o produto dos seus sonhos, eles mudam a fórmula ou descontinua. Sempre é bom fazer estoque, principalmente de filtros solares, por causa dessas contantes mudanças.

Desta vez, irei listar por categorias.

Proteção Solar:

- Allie Extra UV Protector Perfect Alpha SPF 50+/ PA+++

compras+2012+1

Foi o protetor que eu mais usei neste ano. Embora não seja o mais mate, foi dos poucos que não me ocasionou efeito oclusivo ou outro tipo de problema na minha pele. Gosto da textura e da proteção dele. Mas com a chegada do calor escaldante, eu precisa de um filtro que tivesse acabamento mais seco e se comportasse muito bem na minha pele por até 12 horas. Eis que até agora o melhor foi:

Omi Solanoveil Perfect Face Milk SPF 50+ PA+++

compras+2012+2

Quando testei a primeira vez, fiquei receoso que este produto fosse seco ou oclusivo demais. Acabei recomprando na ausência do Allie Perfect Alpha e não me arrependi. É de longe melhor que qualquer protetor matificante vendido no Brasil. Foi a melhor substituição ao Bioré Perfect Face Milk, porque este causava cravos no final do do dia e me dava sensação de sufocamento.

Tenho usado o Solanoveil Perfect em dias escaldantes, ando no sol, e a pele continua com boa aparência e brilho controlado. Para a minha surpresa, até o presente momento ele não obstruiu os meus poros.  Será o meu protetor solar do verão. Talvez eu só teste produtos novos e manterei ele na minha rotina, pois o Custo X Benefício dele é o melhor.

Como citei nos primeiros parágrafos, recomendo estocar filtros solares caso você tenha um preferido.

Para 2013 teremos lançamentos com  a revisão do sistema de Índice de Proteção UV-A, onde alguns filtros mudaram a fórmula para se adequarem a proteção PA++++, ou seja, superior a PPD 16. Como eu suspeitava, alguns filtros, embora constando com PA+++, já tinham proteção superior a PPD 16, como é o caso do Kanebo Allie Mineral Moist FPS 50+. Estou bem curioso para os futuros lançamentos e a nova adequação do PA só reforça minha predileção pelos filtros japoneses. Recomendo a leitura deste texto que a Ratzilla explica sobre revisão dos filtros japoneses e lançamentos para 2013.

Anti-idade:

- La Roche-Posay Redermic R

compras+2012+3

Praticamente o único anti-idade que usei ao longo da minha vida foi o Ácido Retinoico, mas de alguns anos para cá, adicionei também Vitamina C em forma de soro, Niacinamida, etc. Como tenho a pele muito sensível, eu passei a conjugar o Ácido Azeláico (Azelan ou Dermazelaic) com o Retinoico para amenizar a vermelhidão da pele.

Meu Retinoico preferido é o Retin-A Micro, pois a minha tentativa com Vitanol A não deu muito certo. Mas há um mês e meio eu ganhei da leitora Drix o anti-idade Redermic R e tenho gostado bastante. Ainda é muito cedo para falar dos resultados, o que eu posso dizer é que ele não resseca ou descama a pele. A potencia dele é inferior a forma ácida da Vitamina A (Retinoico), mas a combinação de Retinol Puro a 0,1%, com um derivado do Retinol (Linoleato de Retinila 0,2%) e Lha 0,3%, potencializam a ação renovadora da pele e promove uma micro-esfoliação. Cada dia sinto a pele mais refinada, com textura uniforme, além de não piorar o rubor. Eu consigo aplicar, sem problema algum, na área dos olhos. Há dias que eu desperto apaixonado pelos resultados, por enquanto é meu “best seller“.

Parece uma opção excelente para usar no verão e nem tenho utilizado meu Retin- A Micro e o Dermazelaic à noite. Quando completar três meses de uso, talvez eu o conjugue com o Retin-A Micro.

Óleo de Limpeza:

Kracie Naive Natural Deep cleansing Oil

compras+2012+4

Foi o primeiro óleo demaquilante que eu recomprei – já estou no terceiro frasco – e pretendo mantê-lo na minha rotina. Limpa de forma eficiente qualquer tipo de maquiagem, filtro solar à prova d’água e retira o excesso de oleosidade. É perfeito para peles oleosas. Eu tenho o Etude House Real Art, que também gosto, mas uso esporadicamente.

Tônicos/ Loções:

Gostei e quatro tipos de loções que eu usei, mas com finalidades distintas: a primeira é a Aqualabel White UP Lotion S, indicada para prevenir manchas na pele, porém eu uso mais para melhorar a vermelhidão. A loção é leve e parece um Bepantol Solução. A segunda, Sofina Jenne Lotion I Fresh, que hidrata e controla o brilho por meio de pó de argila.

compras+2012+5

Da Paula’s Choice, pretendo recomprar a Clear Regular Strength Targeted Acne Relief Exfoliating Toner para usar como esfoliante químico diário. Junto com meus ácidos, esta loção tem ajudado a manter a pele com textura refinada e luminosa, poros desobstruídos e sem a necessidade de esfoliar fisicamente a pele.  Como a minha pele já se acostumo, até penso em recomprar a versão Clear Extra Strength, que parece ter melhor ação na redução de cravos e esfoliante.

Meu tônico noturno é o Redness Relief Treatment, pois tem efeito hidratante, anti-idade e previne vermelhidão. Gostei e pretendo recomprar, mas um frasco deve durar mais de seis meses!

compras+2012+6Hidratante para peles oleosas:

Aqualabel White UP Emulsion S: um produto tão agradável de usar que consigo usá-lo em qualquer clima. Eu não tenho problemas de desidratação ao longo do dia e minha ele não aceita hidratantes “gordos”, então, esta emulsão é perfeita para a minha necessidade. Antes, era impossível pensar em usar um hidratante no verão carioca, mas hoje uso todos os dias.

compras+2012+7Em outras categorias, continuarei recomprando alguns produtos que já usava e continuei usando em 2012, como o as espumas de limpeza da linha Bioré Skin Care Facial Foam, tanto a versão Moisture quanto a versão Pure Mild, adicionando uma mais específica para controle da oleosidade. Como anti-idade diurno, o Skinceuticals Sérum 10 AOX+ para face e o La Roche Posay Redermic [+] Eyes para a área dos olhos. E o melhor ingrediente para prevenção e tratamento de inflamações (espinhas cravos vermelhos) ainda é a Clindamicina que vocês encontram no Clindoxyl Gel, da Stiefel:

compras+2012+8

E a minha Lista de desejos?

- Olay Professional Pro-X: tenho vários leitores que adoram os produtos da Olay. Infelizmente,a linha Pro-X não é vendida aqui. Tenho interesse em conhecer vários produtos, entre eles o Olay Professional Pro-X Even Skin Tone Spot Fading Treatment:

compras+2012+9

É um soro indicado para manchas na pele, mas a fórmula dele tem uma concentração alta de niacinamida - já escrevi sobre este ingrediente -  que eu acho excelente como antioxidante, anti-inflamatório e hidratante. Usaria ele como um soro noturno, antes do ácido.

O Olay Professional Pro-X Deep Wrinkle Treatment seria uma opção para usar no lugar do Redermic R, pois contém Pró-Retinol e Niacinamida, que promete regenerar a camada externa da pele, suavizar linhas e rugas e melhorar a textura da pele.

Neste estudo há um comparativo que descreve como a combinação presente de Retinol, Niacinamida e Peptídeo como um tratamento cosmético comparado com um tratamento prescrito por médico à base de Tretinoína 0,02%. Tenho vontade de testá-lo, principalmente para usar na área dos olhos e pode ser interessante para quem não consegue tolerar um regime terapêutico com Tretinóina:

compras+2012+10

A Linha Pro-X tem tantos produtos interessante que daria para fazer uma lista só com eles e eu iria deixar os leitores cada vez mais confusos.

A Shiseido lançou este ano um produto que pretende tratar as linhas naso-labiais, o famoso “bigode chinês“. Sou muito cético para acreditar que produtos que “lavante as bochechas”, usaria ele como preventivo, pois tem indicação de redução da flacidez na área das bochechas e minimizar a aparência de linhas do sorriso. Meu trauma de ter bochechas grandes é delas caírem como aconteceu com meu pai e ter aquela aparência de bulldog velho - não quero isso para a minha vida!!

Por meio de estudos, a Shiseido descobriu o mecanismo que favorece a flacidez dessa área, que seria pelo aumento de gordura subcutânea e perda da elasticidade que sustenta as maças, assim, vincos são formado. A empresa patenteou o ingrediente Rubus Leaf Extract AAA como um agente que reverte o processo e miniminiza as pregas labiais. O produto é este Vital-Perfection Science Cream AAA:

compras+2012+11

Uma pendência que ficará para o ano seguinte é testar alguns produtos da linha Freeplus, voltada para peles sensíveis.  São eles: Free Plus Moist Care Emulsion 1 (Barrier Repair Emulsion1) e Free Plus Moist Care Lotion 1 indicados para hidratar restaurar a barreira de proteção natural  protegendo a pele de irritações. A versão 1 seria “fresh“, formulação mais leve e indicada para peles normais, mistas e oleosas. O bacana é que tem sample com os dois produtos para testar:

compras+2012+12

Espumas de limpeza:

Como citei em outro tópico, pretendo adicionar algumas espumas de limpeza indicadas para peles oleosas, minhas preferências são as seguintes: LG Beyond Purifying Facial FoamBioré Skin Care Facial Foam Medicated Acne Care: a primeira tem extrato de Chá Verde e Brócolis para purificar a pele, retirar o excesso de óleo ; já a segunda tem um ingredientes antibacteriano e anti-inflamatório além da tecnologia de limpeza desenvolvida pela Kao que promete retirar a sujeira da pele sem afetá-la (comentei aqui). O Pedro do East to West Skin Care já fez resenha de ambas as espumas.

compras+2012+13

Shiseido Ettusais Pore Care Serum: este produto é da linha Pore Care, indicada para redução do sebo e melhorar e prevenir poros visíveis. Há vários produtos, entre espumas loções e hidratantes  mas gostaria de testar este soro indicado para áreas com poros dilatados – há um ingrediente patenteado pela empresa de “encolhimento dos poros” - além de ter efeito “oil control” e parece ser ótimo como primer.

A linha Ettusais é indicada para peles oleosas e acne na fase adulta, então há produtos desde cuidados básicos, clareadores de manchas inflamatórias, desidratação e maquiagem para prevenir e controlar o sebo. Estou há um tempo querendo conhecer melhor alguns produtos.

compras+2012+14

Eu também tenho alguns filtros solares para encomendar, mas nem sei se irei conhecer todos, pois depois de fevereiro devem surgir novos produtos, mas listaria alguns:

- Mentholatum Skin Aqua Sara-sara-Milk SFP 50+/ PA+++

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Gostei da fórmula dele, tem Óxido de Zinco, Uvinul A Plus e Tinosor S, acredito que este protetor deve ser levemente matificante, com um acabamento mais neutro na pele, principalmente por ser “sara-sara” (fresco, liso).

- Nivea Sun Protect Mild Milk SPF 50+/ PA+++

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Filtro 100% físico, livre de álcool e perfume, indicado para peles sensíveis. Estou esperando chegar para testar e observar o grau de matificação dele e se ocasiona efeito oclusivo na minha pele. Uma leitora do blog usa e gosta bastante, parece que não dá white cast.

- Omi Menturm Sun Bears Super SFP50+ PA+++

compras+2012+18O produto é da mesma empresa dos filtros Solanovel e fiquei curioso em testar este filtro porque tem filtros físicos, hidratantes, Licorice e pó absorvente do brilho e para deixar a pele com acabamento  suave e prevenir white cast. Deve ser mais um daqueles filtros sem álcool que fica levemente matificante na pele.

- Omi Solanoveil Watery Gel SPF50+ PA+++

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Muito curioso também para testar outro filtro da Solanoveil, mas está sempre esgotado. Tem vários filtros UV-A/B na fórmula, textura gel aquoso – será parecido com o Bioré Essence Water Base? – mas sebum resistente.

E ainda não terminou, se for “possível” quero testar o Shiseido Urban Environment Oil-Free UV Protector SPF 42 PA+++, como o nome já diz, é um protetor solar urbano, para uso diário e indicado para peles oleosas. Ele tem 8,6% de Óxido de Zinco,  que seria uma porcentagem ideal para evitar oclusão dos poros. É resistente à água e ao suor.

O que diz as alegações: “Protege contra as três principais causas de danos às células da pele: os raios UV, oxidação e excesso de produção de sebo. Formulação ultra-leve, espalha facilmente e contém pós minerais e extratos vegetais para manter um bom acabamento dos poros e controle do brilho.”

Como ele é da versão global, acredito que deve ser levemente mate ou com acabamento sofisticado. Possivelmente será vendido no Brasil.

compras+2012+19

E se puder sonhar, tem um lançamento da linha global a Shiseido, o Ultimate Sun Protection Lotion + SFP 50+ PA+++:

compras+2012+20

É um protetor solar para exposições intensas, indicado tanto para o corpo quanto o rosto, o diferencial é a sua altíssima proteção UV-A e UV-B de amplo espectro  pois conta com uma tecnologia chamada Super-Veil 360, que permite uma cobertura mais homogênea, mantendo a proteção mesmo em superfície irregular da pele.

Os ingredientes dele conta com 19,3 de Óxido de Zinco, alem de outros filtros físicos e químicos.  Seria o equivalente a uma SPF 80 ou superior. Acabamento transparente, mesmo após reaplicações e sem sensação pegajosa. Não sei dizer – ainda – se ele teria acabamento mate, acredito que não deve ser oleoso como os filtros ocidentais. Mas além da grande proteção, ele conta com outros ingredientes que protegem as células da pele, envelhecimento, manchas e previne ressecamento. Seria preferível usá-lo para longas exposições, pois é resistente á água  transpiração e atrito com areia da praia. O melhor: 100 ml.

Como falei, são “possibilidades” ou melhor, vai depender da minha renda (rs), pois já me satisfaço com meus filtros atuais.Mas fica a critério de indicação. Mas tenho que admitir que meus olhos brilharam com o último produto e ficaria realizado se conseguisse suportar um filtro solar com grande quantidade de filtros minerais; que tivesse acabamento semi-fosco e semi-mate; não esturricasse ou inflamasse meus poros. Posso sonhar? Até cogitaria a hipótese de aplicar somente uma vez ao dia.

Concluindo minha “pequena” lista de desejos, também pretendo testar o Paula’s Choice Resist BHA 9%, um produto que parece espetacular – pelo menos o review dele é – que serve para mil tipos de imperfeiçõestranstornos da pele: espinhas, cravos, poros dilatados e/ ou entupidos, hiperplasias, manchas, linhas, rugas, escamosidades, milias, etc.

A concentração de Ácido Salicílico dele é superior, de forma geral, um produto eficiente costuma ter 2% de Ácido Salicílico bem formulado (leia sobre isso aqui), agora imaginem um produto com 9%? É praticamente um peeling. Eu necessito dele para manter em casos especiais (um cravo indesejável, hiperplasias.. possível espinha…) e conta com a comodidade de ter um Deluxe Sample de 0,83 ml que poderia ser indicado para situações que eu assinalei.

compras+2012+21Bom, os produtos partem de escolhas pessoal, muito subjetivo, seguindo meus cuidados e necessidades. Espero conseguir testar – quase – todos, assim, teremos resenhas por um bom tempo.

Deixe-me saber quais foram o melhores do ano na opinião de vocês. E também compartilhem de sugestões para compras futuras.

Como não sei se esta será a última postagem do ano, gostaria de deixar meu profundo agradecimento a todos que acompanham meu blog, pois embora não seja o mais período em termos de publicações, meus leitores são fieis, críticos e acima de tudo, gentis – sim, tenho que agradecer por nunca aparecer um louco ou grosseiro por aqui.

Gostaria de ressaltar que, assim como o Pedro e a Meire, compartilho de leitores buscam sempre encontrar novos produtos, não importa a barreira da língua ou distancia, pois quando comecei a escrever sobre produtos asiáticos, existia uma certa resistência em adquirir produtos do oriente e hoje tenho leitores que são divulgadores de novidades, ou melhor, pesquisam, compram e compartilham e agora sou eu que aprendo com vocês!

Feliz 2013!!

Omi Solanoveil Medicated Bihaku White Milk SPF 50+ PA+++

28 nov

O produto da resenha de hoje eu custei um bom tempo usando-o até decidir melhor sobre ele. Antes de prosseguir, gostaria de informar que já fiz outras resenhas com filtros solares da mesma linha, como o Protect Face Milk e o Perfect Face Milk.

Mas de início informo: não posso mais ficar sem filtros solares asiáticos. Sério, meu estoque tinha acabado e como as minhas encomendas estavam atrasadas, precisei usar amostras de filtros que eu tinha na gaveta. Sinceramente foi praticamente impossível.

A primeira tentativa foi o La Roche Posay Anthelios AC Fluide Extreme Pele Oleosa/Acneica FPS 40: péssima textura, péssimo acabamento, péssima matificação. Aliás, o grau de white cast deste produto, com pouco filtro físico, é pior que qualquer filtro asiático quase 100% físico. Além disso, ardeu bastante a pele. Eu duvido que as pessoas que aprovam um filtro desse usam a quantidade correta. Eu mesmo não consegui e não tive coragem de reaplicar. Gostaria de ressaltar que a minha “birra” com os filtros Anthelios é por causa da textura grosseira deles – que a empresa alega em alguns produtos serem produzidos para a pele brasileira – o que os tornam inviáveis para o dia a dia. Mas eles têm excelente proteção UV-A e UV-B e acho ideal para praia, piscina e atividades ao ar livre.

Depois testei o Sun Max Sensitive FPS 30: ele está no mesmo encruzo que eu colocaria o Episol Gel FPS 30. Não preciso comentar o quanto foi desagradável usá-lo. Uma sensação péssima na pele, a ponto de precisar lavar o rosto no meio do dia para usar outro filtro. Eu realmente fiquei muito chateado com isso, ele deveria ter antioxidantes na fórmula por ter causado um aumento dos radiais livres só pelo stress – deboche, claro.

Então, comprei o Neutrogena Ultra Sheer Facial Lotion FPS 35. Já tinha lido que ele foi “inspirado” nos filtros japoneses. Só que em nada lembra um filtro asiático: embora seja uma loção fluida, o acabamento é pegajoso, não “some” na pele, pelo contrário, deixa a pele “lubrificada”, aquele brilho que parece que acabou de andar léguas no sol. Também não foi possível aplicar todo o conteúdo de uma colher de café, com uma camada a pele ficou pegajosa, conforme ia aplicando outra camada, só piorava a sensação. Eu não cubro a minha pele com base e pó para finalizar e percebo que muitos que “aprovam” filtros assim, fazem todo o serviço de make-up após.

A proteção dele parece excelente, pois conta com Tinosorb S e M, Uvinul T e a marca mudou o complexo Helioplex, agora eles usam Avobezone estabilizado com Octocrilene – antes era o Benzofenone 3. Porém, eu não tive coragem de usá-lo mais e não valeria fazer uma resenha sobre o produto.

Pensei até em mantê-lo apenas para usar na área dos olhos, só que preferi devolvê-lo e adquiri um lançamento da L’Oréal Paris: Expertise Facial FPS 60 Toque Seco. Por um lado, ele tem os mesmos filtros da linha Anthelios, aliás, contei nove filtros na fórmula, acho que dos populares é um dos filtros com a mais alta proteção UVA foto-estável, excelente neste ponto. E se um Anthelios similar custa uns 70 reais, este Expertise custa 40 reais, ambos da mesma empresa. Por outro lado, o toque seco e ação sebo-reguladora, tenho a impressão que a empresa fez testes na Sibéria. Porque todo filtro solar que a empresa alega ser oil control, toque seco, anti-umidade, parece o contrário.

Esse eu também não consegui usá-lo, além de não aplicar uma quantidade correta, o produto não aderia na pele na hora de reaplicar, cheguei a ficar com os dedos cheios de resíduos brancos, esfarelados. As laterais acumulavam produto. Foi outro filtro que eu devolvi!! E para finalizar, desisti de qualquer outra tentativa e preferi pedir um vale para comprar minhas vitaminas antioxidantes. Eu usaria o Expertise Facial FPS 60 na praia, na piscina, em caminhadas, pela grande proteção que ele confere, mas no dia a dia, não faz mais sentido na minha rotina andar com a pele melecada de protetor.

Além do mais, a minha pele reagiu muito mal aos produtos. Se eu poderia reclamar de white cast e oclusão com os filtros asiáticos. Todos os vendidos aqui e descritos acima me deram cravos vermelhos no final do dia.

Percebi que os filtros japoneses são mais minimalistas em ingredientes e assim chegam a ter, no máximo, uns quatro filtros apenas, mantendo a elevada proteção com filtro físico. Os ocidentais usam o dobro de filtros, então, a pele tende a ficar mais irritada – no meu caso – e a “pesar” na pele. Um protetor com nove filtros não fica seco na minha pele.

Eu já estava prestes a viver feito vampiro até receber alguma encomenda quando a leitora Lidiane Rezendo gentilmente enviou-me um filtro japonês: Omi Solanoveil Medicated Bihaku White Milk SPF 50+ PA+++

Segundo alegações do site da empresa, este filtro impede a formação de melanina e evita manchas e sardas causadas por queimaduras solares. Ele conta com Vitamina E, Extrato de Licorice Extrato de Placenta, além de Ácido Hialurônico e Extrato de Amora para hidratar a pele. Resistente ao suor, ao sebo e à água. A embalagem é similar aos outros produtos da marca: bico fino dosador e quantidade de 40 ml. Você deve agitar o produto antes de aplicar sobre a pele:

A textura é bem líquida, não tanto quanto a versão Protect Milk - que parece filtro solar diluído em água – mas bastante fluida comparada com filtros como o Sofina ou Bioré, que são um pouco mais consistentes. Eu não gosto de texturas aquosas demais, pode parecer mais fácil de espalhar, só que requer bastante atenção para não reduzir demais a proteção ao aplicar.

Filtros líquidos demais também não são muito práticos na hora de “medir” a quantidade correta de aplicação. Este, por exemplo, pode escorrer na mão se aplicar uma boa quantidade. O que eu faço? Aplico em camadas: começo aplicando na testa, espalho gentilmente, sem esfregar a pele. Sempre iniciando do centro para as laterais. Depois aplico outra camada. E faço isso até cobrir cada área do rosto de forma homogênea:

A espalhabilidade deste produto não é muito prática, embora a textura é agradável para deslizar sobre a pele, mas mesmo ele tendo uma quantidade menor de filtros minerais, percebi no ato da aplicação que pode deixar a pele manchada de pigmentos brancos. Eu notei que filtros assim, quando estão no final do frasco, pioram o acúmulo de pigmentos.

As laterais do rosto acumulam resíduos esbranquiçados, ficando com a raiz do cabelo suja. Onde há dobras ou vincos, por exemplo, nos cantos do nariz, pode acumular pigmentos. Ele dá o mesmo desconforto na hora da aplicação como a versão Perfect Milk, pois requer um cuidado extra para não deixar um tom desigual. Na foto acima eu tinha apenas espalhado um pouco para mostrar a cobertura, não é o acabamento final.

Eu preciso sempre observar, enquanto o produto seca na pele, se a mesma ficou levemente manchada e passar um lenço nas laterais para limpar a raiz do cabelo. Também preciso espalhar além do contorno da face até o pescoço, ou corro o risco de ficar com uma linha esbranquiçada.

Você não deveria esfregar um filtro solar na pele para não dilui-lo, mas filtro físico tem que ser espalhado de forma correta para evitar placas brancas ou acumulo de pigmentos. Na verdade, é como se aplicasse uma base na face, onde você precisa espalhar homogeneamente para evitar sobreposição de pigmentos. Mas isso é muito sutil, eu gosto de observar depois num espelho de aumento diante da luz do dia para ter um “diagnóstico” melhor. Por tudo isso, ele requer um tempo demasiado na aplicação que qualquer outro filtro solar que eu já usei.

O filtro solar pode parecer inicialmente úmido, não tem uma textura extra-seca como o Bioré Milk, é mais próximo da textura do Protect Milk, mas como tem bastantes silicones voláteis, seca relativamente rápido, sem deixar sensação pegajosa. Ele não leva álcool e permite um acabamento sedoso imediato, com toque hidratado. Ele tem perfume, mas eu diria que é um dos melhores odores que eu já senti em se tratando de protetor solar – tá certo que filtro solar não costuma ser “perfumado” – é bem leve, agradável e você só percebe quando está aplicando próximo ao nariz, melhor só o perfume do Sofina Jenne.

Teste de Pegajosidade: assim como nos outros testes similares, sugiro a leitura do teste que eu fiz com a versão Protect Milk, que mostrar de forma melhor exemplificada o método. Mas basicamente consiste em aplicar uma “moeda” de protetor na palma da mão, espalhar bem, esperar 1 minuto par absorver, em seguida  jogar uma colher de café cheia de aveia sobre a mão e despejar.

Comparei o teste do White Milk com o do Protect Milk, que na minha opinião, tinha o melhor resultado no teste de pegajosidade:

Como pode perceber, o resultado foi muito similar ao teste do Protect Milk: sobraram apenas alguns grânulos e farelos. Gostaria de ressaltar que ambos os filtros não levam álcool, contêm hidratantes e clareador, além de não serem específicos para peles oleosas.

Acabamento final: após alguns minutos a pele ganha uma aparência muito bonita e uniforme, eu diria que ele faz jus ao nome “bikahu” – termo japonês, tanto culturalmente quanto em cosméticos, para uma pele com brancura bonita – pois a pele parece mais clara, luminosa, porcelanada, embora muito “glam”. Ele confere aquele “padrão asiático de beleza” que eu sempre comento por aqui: pele clara e brilho orvalhado.

Isso me deixou intrigado, pois conferindo a lista de ingredientes dele eu percebi que o White Milk é um dos filtros com menor ingredientes físicos na fórmula, e você pode notar isso no sensorial, pois a pele não repuxa, não dá secura ou sensação de sufocamento, como pode ocorrer com filtros que tenham grandes quantidades de filtros minerais.

Por exemplo: eu apliquei o White Milk na área do rosto e nas outras, apliquei o Perfect Milk, que tem mais filtros minerais, além de álcool e talco, praticamente em termos de white cast e matificação foram semelhantes, eu diria que na área do White Milk estava até mais clara e opaca.

Eu diria também que o efeito oclusivo dele é baixíssimo, só após duas semanas que eu apresentei, esporadicamente, um ou outro cravo vermelho no final do dia – sem ter certeza absoluta que foi causada pelo protetor. Mas irei comentar melhorais à frente.

Esteticamente, é como se ele tivesse mais filtros minerais. Eu não costumo me importar com o white cast oriundo dos filtros japoneses – ainda mais depois de notar o efeito que alguns filtros vendidos aqui proporcionam – mas o white cast do White Milk me incomodou no início.

Primeiro que o espalhamento dele requer atenção dobrada; segundo que reaplicá-lo pode aumentar ainda mais a brancura; terceiro que esse ar “glam” pode deixar a minha pele um pouco “artificial”: a maioria dos filtros asiáticos que dão white cast, como o Bioré Milk ou Sofina Jenne, funcionam na minha pele rosada para atenuar o rubor. Como o meu rosto tende a puxar para o rosado-avermelhado e meu pescoço e colo são mais claros, um leve white cast atenua a diferença, ficando natural. Mas com o White Milk é como se tivesse um tom a menos e dependendo da luminosidade (luzes frias em escritório ou academia), posso parecer um personagem de Twilight.

Assim, eu comentei os pontos desfavoráveis do produto e não indicaria para peles morenas, pois ele dá uma palidez acetinada, ainda que não tenha mica ou uma grande quantidade de filtros minerais com as outras versões da Solanoveil, a menos que após a aplicação dele, use alguma base ou pó tonalizante para finalizar.

Bom, este filtro tem uma das melhores sensações de protetor solar na pele: não sinto aumentar a oleosidade, pelo contrário, ele não tem acabamento seco ou opaco, não matifica de imediato a pele, porém,  percebo ao longo do dia que a pele continua com a oleosidade controlada. Acho interessante isso, pois ele não tem talco e álcool para ajudar no controle do excesso de sebo. O brilho que ele deixa na pele é do acabamento “glam“; alguns podem até deixar um brilho de umidade/ hidratação, mas este é bem suave.

Num dia quente, após andar no sol, o máximo que eu preciso fazer é tocar a pele suavemente com um lenço absorvente. Simples! Em compensação num clima ameno ele ficou impecável, mesmo num dia mais frio ele não incomoda e nem preciso abusar de hidratantes. Irei mantê-lo na época do inverno.

Ainda sobre o efeito “bihaku” dele: a sua pele fica clara o dia todo!! Incrível! Minha pele não fica vermelha no calor, após exposição ao sol, após atividades físicas, após um longo dia suando, quando é normal o sebo oxidar e a pele ganhar um tom amarelado. É o filtro mais “gueixo” que eu já testei, Aliás, parece ser uma característica dos filtros da Omi Solanovel: deixar a pele com um acabamento bonito ao longo do dia.

Ele pode ser usado como base de maquiagem devido ao ótimo acabamento primer e, dependendo da quantidade usada, pode cobrir poros e atenuar olheiras. Lembra neste ponto o Protect Milk. Eu tenho usado-o como “base” quando quero sair à noite, apenas finalizo com o Avon Magix Face Perfector: a oleosidade fica controlada e, por incrível que parece, o Óxido de Zinco não refletiu a luz do flash nas fotos.

Sobre os ingredientes: como comentei, analisando a lista de ingredientes, podemos perceber que os filtros minerais estão em quantidades inferiores, eu diria que em torno de 5% ou menos. Mas isso é no “chute“, porque a empresa não fornece a porcentagem na embalagem. Como ele tem bastante silicones e um filtro químico para elevar o fator de proteção solar, talvez a aparência esbranquiçada possa ser principalmente do dióxio de titânio - que não precisa de muito para deixar a pele branca – ou eles usam partículas maiores de filtros minerais que dão este efeito na pele.

Eu tenho buscado protetores asiáticos com um quantidade razoável de filtros minerais, em torno de 8% de Óxido de Zinco, por exemplo, somados a outros ingredientes UV-A e UV-B, para evitar alguns desconfortos que eu sinto com protetores com quantidades maiores de Óxido de Zinco: sensação de sufocamento, obstrução dos poros, repuxamento, secura…, etc.

Eu passo 12 horas com ele e sinto como se não tivesse aplicado nada. Infelizmente não sei se o Solanoveil White Milk responder a esta necessidade. Mas ele parece conferir uma proteção imediata, pela barreira física e visível na pele, com grande cobertura, e excelente resistência ao suor. Sem contar que é um filtro com alta proteção UV-B (SPF 50+) e UV-A (PA+++) somado que ele é destinado a suprir prevenir manchas.

*Update: a partir de 2013, os filtros japoneses contarão com uma atualização classificação do Índice de Fator de Proteção UV-A, conhecido como PA. A Classificação mais elevada, PA+++ (PPD >8) será substituído por PA++ ++(PPD >16, ou seja, tem no mínimo um PPD 16 ou superior). Acredito que seja apenas na nomenclatura, pois muitos filtros, pelos ingredientes, já demonstravam ter um PA altíssimo.

Ele tem entre os primeiros ingredientes dele alguns silicones, como o Dimethicone/ Vinyl dimethicone Crosspolymer e o Cyclopentasiloxane que dão um acabamento confortável e um toque sedoso e elegante à pele,aliás, um sensorial perfeito. Isso também ajuda a segurar a oleosidade, junto com as sílica presentes na fórmula.

Para prevenir manchas e melhorar o tom natural da pele, o Solanoveil White Milk tem um “quasi-drug“, Extrato de Placenta, que segundo um estudo sobre ingredientes Bihaku “quasi-drug”, ajuda a acelerar a renovação da pele e remover a pigmentação, ou seja, o seu mecanismo de ação age na epiderme. Chama atenção que é comentado que o Extrato de Placenta é tão popular quanto a Vitamina C como ativo clareador, porém, extrato placentário foi mostrado em estudo que pode aumentar a síntese de melanina da pele. No presente estudo, descreve lipídios extraídos de placenta humana, mas nos cosméticos japoneses é usado extrato de placenta derivado do porco – o mais comum era o bovino, mas devido o “mal da Vaca Louca”,  foi descontinuado.

Sinceramente, a minha pele parece mais translúcida, talvez, devido também a presença do Extrato de Licorice que tem ação “calmante”, prevenindo manchas inflamatórias e a melanogénese e popularmente encontrado em cosméticos anti-manchas e anti-acne.

O Extrato de Raiz de amoreira tem ação similar, anti-inflamatória e clareadora, onde  em estudo comparativo da inibição da tirosinase da ação do extrato de amoreira com ácido kójico e hidroquinona, revelou que o papel de amoreira era eficaz, mas não tanto quanto os outros ingredientes combinados. O extrato de amora a 1% é observado por causa nenhuma irritação significante na pele. É é um bom ingrediente para procurar em produto de clareamento da pele, uma vez que ele age melhor combinado com outros ativos”.

Desta forma, achei os ingredientes interessantes, pois são clareadores que agem de diferentes meios: inibindo a síntese de melanina, prevenindo a hiperpigmentação da pele por ação anti-inflamatória  e acelerando  renovação celular. Mas talvez alguns desses ingredientes tenham mais ação de marketing, pois o Extrato de Raiz de amoreira consta no final da lista de ingredientes, depois dos conservantes. Eu não consegui avaliar com precisão os outros ativos, pois eles são deslocados da lista completa.

E para finalizar, ele conta com agentes hidratantes, como o próprio silicone Dimethicone, que cria um filme oclusivo e previne ressecamento; um derivado do Ácido Hialurônico, umectante; e  o próprio Extrato de Amora que é listado na fórmula com ação hidratante.

Recomenda-se suar um demaquilante ou óleo de limpeza para retirá-lo da pele.

Para saber mais da lista completa, consulte o site da Ratzilla.

Na minha opinião (subjetiva) o Solanoveil White Milk é um dos melhores protetores Custo X Benefício que eu testei até agora. Apesar da espalhabilidade e a palidez me incomodar, este filtro é confortável e parece melhorar a sensibilidade da minha pele. Peles sensíveis que não toleram álcool; quem sente secura e oclusão com filtros físicos podem gostar deste produto.

Não é extremamente matificante, mas superior neste quesito aos outros filtros ocidentais “típico” vendidos aqui. Cobertura bonita – indicada mais para mulheres. Eu diria que ele é mais “sara sara“: sedoso, não-pegajoso e liso. O fato de não ter álcool o torna ainda melhor. Na minha experiência, filtros japoneses com proposta whitening costumam ser mais “úmidos” e raramente consigo usá-los, mas o White Milk me surpreendeu.

Ao contrários dos filtros vendidos aqui, o Solanoveil White Milk faz um bem ao ego, tem horas que eu me olho no espelho e a pele está muito bonita, até mesmo nomeio do dia, quando é comum a minha pele está “derretendo” e mais avermelhada, mas com ele a pele continua com aparência suave e basta apenas um blotting para ficar melhor.

É o meu preferido entre outros Solanovel e ouso dizer que estou gostando mais dele que o Kanebo Allie Perfect Alpha: O Solanoveil White Milk  matifica um pouco mais; levemente mais oclusivo que o Allie Perfect Alpha, mas incomodo pouquíssimo os meus poros; tem ingredientes que ajudam a suavizar e acalmar a minha pele; não tem álcool; sensorial digno; o custo dele é quase 3 vezes mais em conta que o Allie Perfect Alpha. É um protetor que você comprar por 10 dólares, mesmo com frente ainda sai mais em conta que comprar um filtro popular na farmácia. O problema do Allie Perfect Alpha é que esgota sempre e eu procuro um substituto, mas não quer dizer que o Solanoveil White Milk é o meu favorito, planejo em breve começar a testar outras marcas.

Agradeço mais uma vez à leitora Lidiane Rezende pela gentileza de enviar-me o produto.

- Onde comprar: No Ebayhá vendedores comercializando o produto por uns 10 dólares. No Adam Beauty tem a linha completa e alguns leitores estão comprando por 11 dólares, com acréscimo de u$ 2 de frete fixo. No Brasil, a Vânia revende por 63,70.

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