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Clareadores Japoneses – Parte I

29 nov

Não tem como falar dos tratamentos de beleza asiáticos sem comentar dos clareadores.

É praticamente regra entre os cuidados de skincares deles usar produtos com ingredientes que vão agir contra a hiperpigmentação e uniformizar o tom da pele. De loções, essence (serum), emulsões, filtros, maquiagem, sempre encontra um ingrediente clareador.

E quem pensa que se restringe apenas as mulheres, há linhas específicas masculinas com algum “whitening” no rótulo.

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Mas será que isso ocorre porque eles abusam do sol? Exatamente o oposto. Se aqui tratamentos clareadores são indicados após o surgimento de manchas, no Japão são usados como preventivo e você percebe que até as adolescentes com a pele intacta usam clareadores na pele.

Um dos diagnósticos para isso é que a pele asiática é reativa a pigmentações, e embora clara, se assemelha com peles mais escuras (fototipos IV): raramente se queima, é propensa a bronzeamento rápido, contra-partida,  tem tendencia a ter hiperpigmentação, como as hipercromias inflamatórias após traumas, queimaduras, cortes e a cicatrização em conseqüência desses ferimentos pode gerar áreas fibrosas como quelóides.

Também é uma pele que pode apresentar lentigos senis e outros transtornos do fotoenvelhecimento. Segundo este estudo, devido a presença de proteína na melanina da pele ser diferente na da pele caucasiana:  “Esta proteína proporciona fotoprotecção até certo ponto, fminimizando fototoxicidade e tornando a pele menos vulnerável aos efeitos fototóxicos agudas e crónicas. No entanto, esta população mostra os efeitos do fotoenvelhecimento em termos de pigmentação, enrugamento, e queimadura solar”.

Outro fator é que o surgimento de melasmas, devido às variações hormonais, são características genéticas de peles asiáticas e hispânicas.

Basta ressaltar que os asiáticos primeiro se preocupam com a prevenção e tratamento de hipercromias e depois com o envelhecimento da pele e por isso produtos bihaku – um conceito de beleza que significa “branco bonito” e é usado para denominar produtos com agentes clareadores – são os carros-chefes nas linhas de beleza.

Mas faz sentido essa preocupação: manchas de pele contribuem esteticamente para uma aparência mais envelhecida que as próprias rugas em si. E para manter a pele clara e lisa, o “branco perfeito”, como as gueixas vale de tudo: sombrinhas, luvas, roupas compridas, evitar o sol a pino e até pílulas que inibem a melanina.

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Só que fique bem claro é que nada disso é para “branquear” a pele a lá Michael Jackson, ou seja, alterar o tom de pele natural.

É uma questão cultural, contrapondo, por exemplo, aqui no Brasil onde ter a pele bronzeada é status de beleza.

Os asiáticos até gostam de uma pele bronzeada, mas quando é uniforme e bem cuidada. O ideal de pele saudável é uma pele sem manchas, delicada e com brilho radiante – ocorre principalmente porque eles não receiam por produtos que dão aspecto úmido-hidratado. Logo, é justificável que para conseguir este ideal, proteger-se do sol é fundamental, além do uso de clareadores e hidratantes, basta dizer que usar um produto bihaku no Japão seria como para os ocidentais usar um anti-aging.

Só que devido a esta diferença cultural no Brasil, a busca por clareamento de pele está entre as principais queixas nos consultórios dermatológicos aqui no país.

Mas sem o apelo de ter a pele branca, apenas para ficar livre de manchas escuras e tom de pele irregular.  Porém, o problema já começa na infância, porque é a exposição solar na juventude que desencadeia as primeiras manchas de pele. Se quando criança, as sardas dão um aspecto “atraente” e digno de comercial de TV, quando chega à maioridade, viram um pesadelo.

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A exposição solar é o principal fator na produção de transtornos pigmentares ou discromias, porque aumenta a produção de melanina, um defesa natural da pele. Só que quando ocorre um excesso nesta produção, ou seja, os melanócitos produzem mais melanina do que precisa, surgem alterações na pigmentação normal da pele: as hipercromia, pigmentação mais escura que a tonalidade natural da pele, como as efélides (sardas), os lentigos solares e os melasmas.

E como é justamente a exposição nos primeiros vinte anos de vida é que vão somar para o tempo restante, praticamente para evitar manchas ao longo da idade o paciente teria que usar filtro solar desde muito cedo – acredito que as gerações seguintes terão menos problemas assim, pois observo que crianças e jovens já fazem uso de proteção solar diária.

Segundo a Dra. Leslie Baumann em seu livro “Pele Saudável“, estudos mostram que crianças que usam filtro solar desenvolvem menos sardas.

Também é na juventude que se inicia as mudanças hormonais: a pele começa a produzir mais óleo que leva a um quadro de acne. Acne é um diagnostico de inflamação na pele e pode desencadear o desenvolvimento de pigmentações no local da erupção, com isso, surgem manchas avermelhadas ou acastanhadas, dependendo do fototipo cutâneo. Em peles morenas e negras são mais frequentes devido a quantidade maior de melanina.

E como se não bastasse, entre os 20 e 30 anos, é a fase onde se inicia tratamentos anticoncepcionais e a gravidez, ocorrendo o aumento dos níveis de estrogênio. Desta forma, os melanócitos começam a produzir mais melanina e geram manchas acastanhadas circulares que surgem ao redor dos olhos, bochechas e queixo.

Então poderíamos falar de três tipos de hipercromias:

- Manchas Solares: decorrente da exposição solar ao longo dos anos, sem proteção solar adequada, que estimulam os melanócitos (melanocitóticas) e o aumento na produção de melanina (melanóticas). Surgem tanto por hereditariedade, como os lentigos solares e as efélides (sardas); quanto por exposição adquiridas, no caso dos melanoses solares (senis) e as fitodermatoses (manchas de contato com ingredientes cítricos, perfumes…). O bronzeado ou o tom irregular da pele seria um outro exemplo de hipermelanose adquirida, porque interfere na coloração natural da pele.

Enquanto que algumas manchas, como as sardas, podem ser tratadas da melhor forma e controladas, porque ocorrem na camada basal da epiderme e pelo aumento da produção de melanina pelos melanócitos já existentes. Assim, é comum escurecerem no período de maior intensidade solar e diminuírem no período invernal.

Enquanto que os lentigos e melanoses tendem a piorar com a idade por causa do ano solar acumulado. Na verdade, embora surjam em pessoas com a idade avançada, pode ser visível anteriormente com o uso de aparelhos especiais, como o dermatocópio e a luz de wood.

Proteção solar é a chave para a prevenção, mas quando há manchas, cabe usar inibidores da síntese de melanina e remoção das manchas. A Dra Denise Steiner corrobora que:

“Para que ocorra inibição da atividade global do melanócito, é importante evitar radiação solar e utilizar filtro solar, sistêmico e tópico diariamente, várias vezes ao dia. Está comprovado que a radiação solar induz a melanogenese aumentando o número total de melanócitos, melanossomas e melanina. A área pigmentada escurece mais do que a área normal devido a hiperatividade do melanócito local.”

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- Alteração Pigmentar Pós-Inflamatória: surgem após traumas, ferimentos, picados de insetos, cortes e inflamações na pele, podendo varias de coloração conforme o fototipo cutâneo. Manter a barreira de proteção da pele sempre fortalecida – ou seja, usar hidratantes -, evitar ingredientes alérgenos e prevenir contra irritações e inflamações – em peles acneicas, uso de antibióticos controlados e anti-inflamatórios – são armas para evitar tais manchas que se confundem com cicatrizes.

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- Manchas decorrentes do aumento de níveis hormonais (ex: melasmas e cloamas).  Enquanto que a melasma está também associada a fatores genéticos e ambientais, neste caso, uma hipermelanose adquirida, o cloasma é mancha típica de gravidez. De modo geral, afeta mais as mulheres, mas podem ocorrer também em homens, em menos porcentagem. Em ambos os casos, ocorrem na face, de forma assimétrica, a fronte e maças. As manchas podem varias de coloração (marrom acastanho claro e/ ou escuro) e de profundidade (nível epidêmico, nível dérmico e misto).

É o tipo de hipercromia que mais há procura em consultórios médicos e clínicas de estética. Mas o tratamento pode variar conforme a sua localização, sendo que a nível epidérmico, quando é superficial, localizada nas camadas basais e córnea, o tratamento com cosméticos e procedimentos, como peeling e laser, podem apresentar melhoras graduais.

Entretanto, o melasma quando se localiza em maior profundidade, na derme superficial e profunda, ou seja, nível dérmico, apenas cosméticos com maior permeação de ativos despigmentantes e intervenções onde  acamada dérmica é retirada, apresentam resultados satisfatórios.

O uso diário de filtros solares, cremes clareadores e evitar tomar contraceptivos e reposição hormonal, pois aumenta a pigmentação da pele, são formas de prevenção e manutenção.  O lado positivo é que tende a reduzir quando a produção de hormônios diminui na menopausa.

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Ademais, outra dermatologista, a Dra. Baumann descreve que discromias podem ser típicos de peles sensíveis e pigmentadas, revelando que o primeiro fator é que torna a pele mais propensa às reações alérgicas, situação agravante de hiperpigmentações:

“A inflamação é causada pelo aumento da presença de células brancas e vermelhas do sangue, que migram para o local onde ocorre um dano para ajudar na recuperação. Espinhas queimaduras, picadas de inseto, sangramentos, erupções e reações alérgicas são os eventos mais comuns, mas qualquer tipo de inflamação, mesmo uma concentração de sangue no local de um corte, pode desencadear a formação de manchas marrons. Qualquer fonte de calor exterior ao corpo também pode aumentar a inflamação em sem interior.”

E comenta, por exemplo, que climas quentes, queimaduras, excesso de calor, saunas, depilação com cera quente, peelings químicos fortes, até mesmo alisamento de cabelo podem gerar inflamações e manchas decorrentes.

O consolo é que cada vez mais a indústria cosmética está pesquisando e desenvolvimentos novos agentes despigmentantes. E não poderia mais uma vez destacar o Japão como pioneira neste ponto: arbutin e ácido kójico, dois despigmentantes muito usados em cosméticos no Brasil, são de origem nipônica e comercializados há tempo. Mas comentarei em outro post sobre cada um desses ingredientes e outros. Aguardem!

Niacinamida: a coadjuvante com cara de “vedete”.

10 nov

O título, claro, é uma brincadeira, mas a niacinamida – também conhecida como nicotinamida –  não é nenhuma novidade, pois é encontrada em cosméticos como sabonetes, loções e cremes, há bastante tempo. Só que para você identificar, tinha quepesquisar nos ingredientes da bula e lá estava ela, como uma mera coadjuvante em meio as outras substâncias ativas.

Então, por que escrever sobre ela? Por que é um ingrediente que tem tudo para ser a estrela do momento.

Niacinamida é uma forma ativa da niacina ou vitamina B3 (uma das oito vitaminas do complexo B) e estudos sobre ela têm mostrado uma variedade de funções quando utilizadas topicamente sobre a pele. Vamos a eles:

- Hidratação: a vitamina B3 ajuda a pele a produzir ceramidas e ácidos graxos, gorduras essenciais para fortalecer a barreira cutânea e manter a pele protegida e hidratada. Tenho comentando quase que diariamente sobre isso em minhas resenhas, mas volta a dizer que uma pele saudável (livre de irritações, vermelhidão, ressecamento..) deve priorizar por este mecanismo de defesa. Até mesmo inflamações como acne e sintomas de rosácea podem ser atenuados com o uso diário de niacinamida 3%. Numa comparação com a vaselina, que tem potencial umectante alto, a niacinamida mostra-se superior e com o benefício de não ser comedogênico.

- Manchas: concentrações de niacinamida entre 2 a 4% são prescritas para reduzir a hiperpigmentação e uniformizar o tom da pele.  Não chegar a bloquear a produção de melanina de forma eficiente como outros agentes depigmentantes (hidroquinona, Kóljico..), mas atua impedindo a transferência final de melanossomos (cápsulas cheias de melaninas) para as camadas externas da pele (um gráfico sobre este processo). Em contrapartida, não causa irritação semelhante como a hidroquinona ou fotossensibilizante como os retinóides. Podemos acrescentar que ela melhora a luminosidade, rubor (devido ao fortaleciemnto da barreira dérmica) e palidez da pele (tom amarelado). Abaixo, uma fotos de testes feitos pela P&G (comentarei mais à frente sobre ela) sobre a redução de pontos escuros :

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- Acne: niacinamida tem ação anti-inflamatória semelhante ao antibiótico clindamicina (nota: meu ingrediente preferido para combater inflamações causadas por espinhas e foliculite), sendo que este a longo prazo pode causar resistências bacteriana e perder sua eficácia, enquanto que com niacinamida o mesmo não ocorre. Outro fator é que ela regula a secreção sebácea, mas o seu uso é mais indicado para sintomas de acne leve (grau 1) a moderada (grau 2).

- Antioxidante: o uso de niacinamida diário, em especial no período da manhã, ajuda a prevenir danos causados pela exposição ao sol e alterações no DNA da pele. Assim, niacinamida torna-se um ingrediente que, conjugado com filtros solares, colabora na prevenção do câncer de pele por ser um agente anti-tumoral. Também cabe mencionar que a niacinamida estimula as células cutâneas (fibroblastos) a produzirem colágeno, ocasionado mais firmeza à pele.

Quer mais? Podemos acrescentar que a niacinamida melhora a textura da pele por estimular a renovação celular; regenera o tecido cutâneo e colabora com a cicatrização; efeito anti-glicação (quando o açúcar se fixa nas fibras da pele e as enrijecem interferindo na elasticidade); boa tolerância em todos os tipos de peles, mesmo as sensíveis; boa adesão quando usada junto a outros ingredientes como retinol, glicólico, salicílico; boa estabilidade na presença de oxigênio e pode ser usado em diversos tipos de produtos (sabonetes, loções, filtros solares..) e, cabe lembrar,  é um ingrediente relativamente barato.

Bom, agora que você já conhece um pouco desta vitamina “mil-e-uma-utilidades” deve estar se perguntando quais os produtos que contém niacinamida. Vamos lá:

A linha de produtos da Theraskin disponibiliza alguns produtos com 4% de niacinamida, que é uma concentração muito boa para o tratamento da pele. Eu poderia destacar o gel Papuless: 

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A textura é em gel alcoólica (ponto negativo do produto, pois na bula não informa o tipo de gel e muito menos a concentração, que leva a crer que seja álcool etílico). O produto promete aquilo que já se sabe: uma alternativa para tratamento de acne inflamatória em substituição aos antibióticos usados para esta função.

Eu tenho este produto e aplico nas áreas críticas (testa e queixo) sempre após a limpeza noturna. Também aprecio o uso de niacinamida 4% na área afetada por lâmina de barbear, que me causa irritação e casos de foliculite. A curto prazo eu prefiro a clindamicina tópica, mas para prevenção e uso diário Papuless é uma boa alternativa.

A linha Theracne, voltada para cuidados da pele oleosa é outra que leva o ativo. Mais alguns produtos são os da Retinage: linha anti-envelhecimento que conta também com um derivado da vitamina A (retinaldeído), vitaminas C, E, ácido glicólico, entre outros:

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A Dermage é uma empresa que usa a vitamina B3 em seus produtos, como as linhas Secatriz, para cuidar de peles oleosas e acnéicas:

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E a linha Clarité, de prevenção de manchas, reformulou a fórmula facial e incluiu a niacinamida:

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Uma linha que eu gosto muito é a Olay, da  Procter & Gamble. Aliás, a emrpesa utiliza muito a niacinamida e sugiro uma leitura do site com informações detalhadas e fotos sobre os estudos. Um produto que eu poderia destacar é o Sérum Regenerist: ótima textura acetinada por causa dos silicones presentes na fórmula, acabamento primer e conta com outros agentes anti-idade e umectante (vitamina E, chá verde, glicerina, pantenol, amino-peptídeo..) :

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Eu recomendo usar tanto pela manhã, antes do filtro solar, quanto à noite. Funciona muito bem para aplicar após  o uso de ácido noturno e prevalecer a sensibilidade da pele.Também destacaria o hidratante Total Effects, mas praticamente toda a linha tem niacinamida (nota: a Olay conta com vários segmentos, mas que são tão semelhantes os produtos que parecem apenas uma).  

Outra marca que eu poderia destacar também é a linha americana Nia24, ao contrário de todas as marcas que eu citei aqui, esta conta a niacinamida como o seu carro-chefe. São vários produtos com niacinamida 4%, desde hidratantes, limpadores, filtros. Recomendo pesquisar no site da marca. 

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Para finalizar, eu não poderia deixar de indicar uma linha asiática: Freeplus. produzida pela Kanebo, é uma marca voltada para peles muito sensíveis e que promete melhorar a barreira de proteção da pele. Já está na minha lista de desejos alguns produtos da Freeplus, como a Emulsão Hidratante I:

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Voltada para peles oleosas e com as seguintes indicações: refinar os poros, suavizar e hidratar a pele, textura leve e com rápida absorção. Conta com vários ingredientes como niacinamida, colesterol, extratos cítricos, além da ausência de álcool, óleo, conservantes e fragrância. A Freeplus tem produtos variados, inclusive “oil control”, minimizador de poros e filtros solares.

Eu incluí niacinamida junto com os meus ingredientes principais de cuidados diários (retinoides, Vitamina C…). Agora, passem a observar nos rótulos dos seus produtos de beleza de agora em diante para saber se a nossa “vedete” niacinamida está presente.

Referências:

http://health.yahoo.net/experts/skintype/my-favorite-skin-care-ingredient

http://www.pgbeautygroomingscience.com/topical-niacinamide-containg-product-reduces-facial-skin-sallowness-yellowing.html

http://www.futurederm.com/2007/10/30/spotlight-on-niacinamide/

http://www.pgbeautygroomingscience.com/topical-niacinamide-a-comprehensive-safety-overview-in-cosmetic-product-preparations.html

Curél Whitening Moisture Lotion I

4 nov

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E lá vamos nós, mais uma vez, ao mundo mágico da Kao:

A Linha Curél, outra marca desenvolvida pela Kao Corporation, é voltada para peles sensíveis, indicada até mesmo para peles desidratadas e com dermatites. Toda linha é livre de álcool, fragrância e pigmentos. Outra caracteristica é que, embora tenha também a finalidade de cuidar de peles desidratadas e restaurar  a umidade natural das mesmas, você encontra produtos voltados para peles tipo I (oleosa, que neste caso o produto tem a denotação de light) e uma gama de produtos que vão desde limpadores, loções, emulsões, clareadores, sérum (chamado de essence) e filtros solares. 

Dá vontade de experimentar tudo, mas feito esta breve apresentação, vamos a loção Curél Whitening Moisture I:

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Como o nome já diz, ela é clareadora (whitening). Eu não tenho pele pigmentada – propensa a ter manchas – mas eu queria expeimentar um produto dessa linha e o fato de ser whitening é apenas um bônus, pois o ingrediente com tal finalidade é um derivado da Vitamina C ( L- ascorbic acid 2 glucoside) que eu aprecio muito em usar. 

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A loção vem num frasco muito bacana (convenhamos que frasco de tônico por aqui são sempre pobrinhos) com válvula pump, o que facilita a aplicação e conservação do produto. Basta apenas algumas borrifadas no algodão para ter a quantidade suficiente e aplicar em toda face e pescoço. Quem preferir, os asiáticos usam muito tônico aplicado diretamente na palma da mão e depois passam suavemente no rosto, dando leves batidas com os dedos para a pele absorver. Eu nem me atrevo usar assim porque a minha Lua em Peixes me faz derrubar tudo pelo ralo da pia.

A textura dela parece água, sem cheiro algum e muito leve. Como eu raramente usei loções tônicas sem álcool, senti como se aplicasse água termal. O produto absorve rapidamente e não deixa resíduos oleosos, o toque é seco, porém com sensação de hidratação. Mesmo loções como Normaderm que levam álcool você pode notar um toque um pouco pegajoso. A loção Curél consegue ser mais discreta, lembrando que a finalidade dela é hidratar muito bem a pele. O fato desta loção ser light ela não tem a finalidade de maticar a pele, mas não piora a oleosidade da mesma, é neutra neste ponto, fator que eu aprovei.

O efeito da loção Curél depois de uma semana de uso é que a pele está mais suave. Não sei dizer se foi a loção sozinha ou a sinergia dela com outros produtos que eu uso e que estão melhorando a sensibildiade da pele. Antes, minha pele era mais avermelhada, agora, está mais luminosa. O que a empresa afirma é de observar diferenças satisfatórias em duas semanas de uso.

Eu poderia destacar o extrato de eucalipto, ingrediente desenvolvido pela Kao Corporation com a finalidade de estimular a produção de ceramidas na pele. Ceramidas são um dos três importantes lipídios –  junto com os ácidos graxos e o colesterol – responsáveis pela proteção natural da pele. Eles agem como “tijolos” e criam uma barreira para reter umidade e manter a pele protegida das agressões naturais. Uma das finalidades da linha Curél é proteger a pele dos fatores ambientais (clima seco, ar condicionado, poeira, alergias, radiação solar…).

Cabe destacar também que o extrato de eucalipto (uma ceramida sintética) melhora o processo inflamatório da pele (outro ponto positivo para quem tem pele muito sensível e até mesmo sofre de acne) e penetra nas camadas profundas da pele para fortalecer e hidratar. Há também glicerina para umectar a pele e garantir melhor hidratação. Eu tenho usado um produto da linha Sofina Beauté que também leva os mesmo ingredientes e percebi resultados satisfatórios na barreira de proteção da minha pele, melhorando a sensibilidade e tornando-a mais resistente. 

Sobre o derivado da Vitamina C, ele age na inibição da síntese de melanina, ou seja, interrompe processo de manchas. A vitamina C na forma ácida (pura) é indicada para proteção da pele exposta ao sol e um potente antioxidante. Na verdade, é meu antioxidante preferido, só que a sua forma ácida quando em alta concentração costuma irritar a minha pele. Na versão derivada eu não tive esse problema, embora eu não li um estudo pertinente que comprove que ambas (derivada e pura) tenham o mesmo poder de atuação.  Um ponto a favor da Vitamina C derivada produzida no Japão é que ela é mais estável (tolera melhor o calor, luz, ar, sem oxidar) e se torna mais segura para usar em cosméticos.

Grandes empresas, como L’Oréal, utilizam desta Vitamina C glicosilada em algumas linhas de produtos. A Vichy é uma delas. Nas farmácias de manipulação ela pode ser encontrada com o seu nome técnico de AA2G. O Pedro do blog East to West Skin Care testou um filtro asático com o mesmo derivado da Vitamina C e viu diferença numa mancha que ele tem na face. Eu ouso escrever que se um produto da Kao é destinado para uma função, ele realmente cumpre!

Curél Whitening deve ser usada após a limpeza, de preferência na parte da manhã, assim você protege, previne e atenua as manchas. Pode-se usar um hidratante ou produto de tratamento após a loção ou apenas um filtro solar. O que eu gostei muito nela é que cumpre três funções em uma: tonificar, hidratar e clarear. Muito prático, não? Com a temperatura subindo é complicado usar mil coisas na face. O frasco vem com 140 ml e deve druar uns dois meses.

Quem se interessar pelos outros produtos da linha Curél, sugiro pesquisar aqui e aqui, mas, infelizmnete, não achei informações em inglés. O site Ratizlla Cosme tem alguns produtos da linha, com ingredientes em inglês, só que menos a loção.

Ingredientes:

Ingredientes: L- ascorbic acid 2 glucoside (vitamina C glicosilada), água purificada, BG, glicerina, DPG, extrato de eucalipto, PEG1540, N-amidino-L-prolina, hidróxido de K, fosfato 1NA, POE éter cetílico, iso-, fosfato 2Na, dimetilsiloxano metil (éter gliceril undecila) de copolímero de siloxano, dimeticona, parabenos – frasco com 140 ml.

Onde encontrar: vocês podem comprar em sites como o Ichibankao. A Vânia, vendedora de confiança que conheci no Mercado Livre importou a minha loção.

Preço médio: 75 reais.

*Algumas observações:

1 – Vocês podem encontrar os produtos da Curél para vários tipos de pele. As linhas de skincare asiáticas têm um enfoque primeiro voltado para o tratamento (acne, manchas, sensibilidade, rugas..) e depois no subtipo de pele. Logo, se o consumidor desejar tratar de manchas e tiver a pele oleosa, ele pode optar pelo produto específico para esse típo de pele. Há algumas nomenclaturas como: I (muito oleosa), II (mista ou normal), III (levemente seca), IV (muito seca). A Curél, por exemplo, usa três tipos: I (light, mais leve ou fresh, peles oleosas), II (normal, levemente úmida ou moist, peles combinadas ou normais) e III (rich, mais úmida, rica em hidratantes e voltada para peles secas).

2 – Lotion para os asiáticos seria o equivalente ao nosso tônico, só que com a função mais de complementar o ritual de skincare que apenas completar  a limpeza, assim, vocês encontram loções com finalidade de hidratar, clarear manchas, controle de oleosidade, etc, podendo até ser usada na etapa final dos cuidados.

3 – A Kao produz seus extratos de plantas com alto rigor de segurança para garantir qualidade na matéria-prima desenvolvida nos seus produtos. Um exemplo é o extrato de eucalipto. O ingrediente, usado em óleos essencias, costuma causar irirtações em peles sensíveis. Porém, a Kao utiliza somente as partes “boas”, descartando corantes e outros atributos  que possam irritar a pele. O odor característico do eucalipto sequer é sentido em  seus produtos.  Um pequeno resumo aqui para saber mais.

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