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Listas de Desejos para 2012

29 dez

O ano termina e é comum planejar uma lista de objetivos para o ano seguinte. Então, aproveitei a ideia para criar a minha lista de produtos que eu desejo – muito! –  experimentar em 2012: filtros, loções, limpadores. Não precisa nem dizer que são praticamente todos asiáticos:

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*Aqualabel White:  quando escrevi resenhas sobre clareadores, eu citei a linha Aqualabel, voltada para melhorar a textura, luminosidade e uniformidade da pele. Um dos ingredientes usados é o ácido tranexâmico e também o extrato de licorice. Eu não tenho problemas de manchas, mas estes dois ingredientes são interessantes porque evitam manchas inflamatórias, inibem a produção de hiperpigmentação solar e melhora até mesmo a irirtação. São adequados para peles oleosas e conta com alguns produtos específicos para acne. Na minha lista eu incluí:

- Shiseido Aqualabel White Up Lotion S

- Shiseido AquaLabel White Up Emulsion S

- Shiseido AquaLabel White Acne Essence

- Shiseido AquaLabel Bright White EX

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*Shiseido Elixir Whitening Toning Lotion: esta loção também atua na prevenção de manchas, hidratação e revelar uma pele mais translúcida. Comentei dela aqui e além do ácido tranexâmico há a presenção de pó de silica para absorver o brilho da pele:

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*Kanebo Freeplus: linha voltada para peles sensíveis e cujo alvo é proteger a barreira natural da pele, mantendo assim, uma pele saudável. Conta com ingredientes como a niacinamida e outros agentes indicados para proporcionar conforto e proteção à pele, desta forma, miniminizam qualquer irritação e livre de álcool, perfumes e pigmentos.  A linha tem produtos específicos também para clarear e prevenir espinhas. Selecionei alguns produtos para as minhas necessidades:

- Kanebo Freeplus Barrier Repair Lotion I

- Kanebo Freeplus Oil Control Essence

- Freeplus Barrier Repair Serum

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*Kanebo Blanchir White Deep Clear Conditioner Lotion I: a linha Blanchir Superior é indicada para hidratar e prevenir manchas de várias naturezas (solares, inflamatórias e hormonais) e conta dois ingredientes desenvolvidos pela Kao para isso: rhododenol e magnolignan, que atuam na inibição de melanina e melhoram a vermelhidão da pele. Este tônico cumpre o indicado, suavizando a pele, atuando na hidratação e prevençao de manchas, devolvendo luminosidade e um tom de pele mais regular. A versão I que eu quero usar é específica para peles oleosas:

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*Kosé Infinity Primal White Essence C: mais outra loção que equilibra o brilho, pois é bifásica e age como sebo-reguladora devido a grande quantidade de pós absorvente. Eu escrevi sobre ela aqui e o principal ingrediente é a vitamina C: 

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*Kosé Sekkisei Supreme Refining Lotion I: esta loção não é bifásica, mas segue os principios das outras: melhorar a luminosidade, prevenir manchas, hidratar e inibir vermelhidão e irritação, pois contém extrato de licorice. No blog East to West Skin Care há uma resenha mais detalhada sobre ela, o que fez aguçar ainda mais a minha vontade de experimentá-la:

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*Neutrogena Oil-Free Acne Stress Control, 3-in-1 Hydrating Acne Treatment: para não dizer que eu “ocidentalizei” demais a minha lista, inclui este hidratante que li bastante aprovações com relação a textura e resultados. Voltado para peles com acne, o que não é o meu caso, mas ele conta com 2% de ácido salicílico, o que melhorar a textura irregular e previne inflamações. Eu nunca gostei muito dos produtos com AS vendidos aqui, mas este produto é encontrado lá fora, tem uma boa concentração de AS e quero usar apenas nas regições mais críticas para a prevenção de irirtação, poros mais exaltados e possíveis inflamações:

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Como comentei sobre produtos para atenuar os poros e vermelhidão, selecionei alguns corretivo/ primer – ou base, como é chamado na Ásia – para testar. Eu dificilmente acredito que algum produto possa fechar os poros, mas os que eu selecionei vão atuar para minimizar esse problema:

*Sofina Pore Zone Care Essence EX: um primer em forma de sérum com efeito adstringente e corretro dos poros. Ele promete aquele efeito “liso” sobre a pele:

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*Sofina Primavista Smooth Coat Base SPF10 PA+: alisa, hidrata, refina os poros e camufla linhas. O principal ingrediente é o silicone, então, a textura típica de um primer, mas contém slica, óxido de ferro e mica para proporcionar melhor acabamento mate e textura impecável. Há extratos naturais como camomila, cipestre e gengibre para hidratar a pele:

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*Kosé Esprique Precious Super Matte Veil UV: imagine um corretivo que vai camuflar os poros dilatados, absorver o brilho excessivo e atenuar a vermelhidão da pele? Pois é exatamente assim que este produto, espécie de primer e maquiagem corretiva, vai atuar:

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Ele contém pós para “esconder” os poros dilatados e também para absrover o brilho, além de uma cor-base para melhorar o tom avermelhado. É indicado especificamente para a área do nariz. Silicone e silica são os primeiros ingredientes, mas há talco, mica, fitros minerais que vão proporcioanr um acabamento mais seco e bonito e extratos naturais para hidratar e acalmar a pele:

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Os Filtros solares não poderiam ficar de fora da minha lista, mas, por experiência, eu preferi os produtos da Kao. São superiores em textura, até mais que da Shiseido, e ainda falta testar alguns da Kanebo Allie: são excelentes foto-protetores, acabamento transparente e voltados para quem não deseja se queimar ou bronzear:

*Allie Extra UV Protector Perfect Alpha SPF 50+/ PA+++  

*Allie Extra UV Gel Mineral Moist SPF 50+/ PA+++

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Da linha Bioré, eu pretendo testar este:Bioré UV Aqua Rich Watery Essence Base SPF 50+ PA+++

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E se for possível comprarr – sim, porque até hoje eu não consegui encontrar – a edição limitada do Nivea For Man. Não se espante, os filtros Nivea no Japão são fabricados pela Kao, então, esqueça as fórmulas pegajosas encontradas nas versões ocidentais.

Os filtros da linha Nivea japoensa são bem cotados em sites de beleza. Especificamente quero o Nivea For Man UV Protector SPF 50+/ PA+++ Oil Control que conta com ingredientes similares aos Sofina, mas com agentes hidratates e sebo-regulador. Parece uma versão Bioré Milk, mas com ácido hialurônico – quase um sonho em forma de proteor solar:

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Limpadores: eu, realmente, achei o novo foam da Bioré maravilhoso!!! E pretendo adquirir outros limpadores da mesma linha, como:

- Bioré Skin Care Facial Foam Scrub-in

- Bioré Facial Foam Acne Clear

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Mas, não tem como usar limpadores asiáticos e não experimentar um óleo de limpeza da Shu Uemura. É quase um sacrilégio! Por isso, está a caminho o “best seller”: Shu Uemura Cleansing Beauty Oil Premium A/O:

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E, futuramente, quero testar o Shu Uemura Fresh Pore Clarifying Gentle Cleansing Oil, voltado para peles oleosas e com um derivado do ácido salicílico para prevenir espinhas e limpar profudamnete os poros. Não há mais desculpa para testar um óleo de limpeza se a sua pele é muito oleosa:

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Assim, são basicamente alguns desses produtos que você verá aqui no meu blog em 2012. Talvez nem consigar testar todos; alguns podem ser excluídos para incluir outros, principalmente quando chegar a alta temporada de lançamentos dos filtros solares. Acho melhor incluir “dois rostos” sobressalentes na minha lista também!

E meu “Top 8″ dos produtos que eu testei, amei e pretendo comprar sempre – até que um desses da minha pequena (?) lista desbanque os meus preferidos. Eu testei bastante coisa, gostei de muitos, como óleos de limpeza, loções e filtros, mas como ainda quero provar outros similares, os escolhidos foram selecionados para mantê-los sempre por perto. São eles:

1 – Bioré Skin Care Facial Foam Moisture

2 – Curél Whitening Moisture Lotion I

3 - Sofina Jenne Day Protector SPF 50+ PA +++

4 - Sofina Beauté Emulsion

5 – Skincelticals Sérum 10

6 – La Roche Posay Redermic [+] Eyes

7 – Retin A Micro 0,1% (Janssen-Cilag)

8 – Azelan 15% (Intendis do Brasil)

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*PS: os produtos não estão por ordem de preferência, ok?

E qual seria a sua lista de desejos? Tem algum produtos que você usou este ano e pretende manter amor incondicional por ele?

Confesso que era mais fácil ser fiel a um produto quando eu não tinha tantas excelentes opções, era se agarrar por um que tinha resultado razoavelmente satisfatório! 

Um ano que começa erfeito para todos!! E espero a sua companhia em 2012!!

Clareadores Japoneses – Parte V

13 dez

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Para entender melhor quais os objetivos de um clareador japonês, consultei o site da Ratzilla Cosme e ele sugere que um produto desta natureza é indicado para tratar e prevenir transtornos hiperpigmentares como melasma, sardas, manchas solares e inflamatórias; prevenir bronzeados e iluminar o tom da pele. E confirma o que eu citei na primeira parte desta série de postagem: não tem efeito “branqueador” na pele, ou seja, não vai tornar ninguém mais claro que a sua aparência natural.

Os colaterais descritos em algumas pesquisas que eu tenho lido sobre clareadores ocorrem muito em faixa de pessoas com a pele escura que deseja obter um toma mais claro. Assim, usam concentrações elevadas, por tempos indeterminados e adesão de produtos químicos como chumbo e mercúrio para destruir os melanócitos. 

O único ingrediente que tem efeito clareador irreversível é a monobenzona (monobenzyl ether of hydroquinone) uma hidroquinona usada para tratamento de vitiligo universal, pois simplesmente “mata” a melanina da pele. Não convém falar deste despigmentante porque foge do tema e não quero dar margem para alguém achar que possa ser a solução definitiva para aquela mancha chata que não sai por nada!

Na ânsia de manter a pele sempre clara e livre de manchas, além da aplicação de injeções com ácido tranexâmico, descobri que alguns asiáticos também se tomam pílulas com glutationa e vitamina C. Glutationa é um aminoácido antioxidante usado em suplementos para melhorar as funções do fígado; melhoras as defesas do organismo e previne infecções. É usada em indicações para esportes onde o corpo precisa de bastante resistência e evitar baixa imunidade.

O efeito clareador da glutationa eu não encontrei nada bem embasado, mas sugere que ela inverte o metabolismo da melanina, transformando o pigmento escuro e tornando mais claro, controlando a melonogenêse. Em outras palavras: ela inibe atividade da tirosinase e transferência de melanócito para os queratinócitos. Mas isso como outros agentes clareadores já descritos aqui como o uso tópico.

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Nenhum estudo relevante eu observei que esta substãncia em suplementação dietética fosse possível reverter o quadro de hiperpigmentação e até mesmo um efeito “branqueador” da pele – sim, há um marketing nisso também! A vitamina C possui efeito semelhante e nem por isso a ingestão dela vai ocorrer o mesmo processo. Sugere-se tomar de 10 a 20 mg por peso associado ao dobro em dosagem de ácido ascórbico, por, no mínimo, 3 meses. Tenho minhas dúvidas, mas não entrei muito a fundo nesta pesquisa, no máximo, acredito que possa ocorrer melhora na pele devido ao efeito antioxidante, como tomar chá verde.

Bom, concluindo esta resenha, comentarei de outros clareadores usados no mercado, vamos a eles:

- Ácido kójico (5-hidroxi-2-[hidroximetil]-4-pirona): assim como o arbutin, o kójico surgiu no final da década de 80 como uma alternativa natural para a hidroquinona. É obtido pelo processo de fermentação de uma bebida típica japonesa à base de arroz, o saquê. Ele seria, na verdade, um fungo aspergillus que se desenvolve em diversos tipos de cogumelos, como o koji (usado na fabricação do saquê). Seu grau de atuação ocorre por inibição da enzima tirosinase, devido à quelante do átomos de cobre.

Concentrações de 1 a 2% são usadas em cosméticos, com certo grau de irritação – sim, há divergências que ele não causa irritação como a hidroquinona, o que não quer dizer que não seja irritativo – mas com baixa fotossensibilidade – pode ser utilizado em cosméticos diurnos com segurança – além de ter efeito anti-inflamatório e antioxidante.

A Dra Baumann informa em seu livro “Cosmetic Dermatology” que dermatites de contato são associadas ao uso deste ácido, sugerindo o uso de 1% como padrão e concentrações acima de 2,5% com maior risco de desenvolver dermatite facial. Ela sugere tratamentos de 1 a 2 meses com esta substancia. Enquanto que no site Futurederm, é sugerido o tratamento em ciclos com a hidroquinona: kójico por 4 semanas/ hidroquinona por 4 semanas.

O grau de clareamento do ácido kójico é inferior a hidroquinona 2%, mas semelhante ou superior ao arbutin, por isso outras substâncias clareadoras são usadas em combinação com ele: arbutin, o ácido glicólico e, até mesmo, a hidroquinona, para tornar o tratamento mais eficaz. A Dra. Baumann informa que estudos comparados com ácido kójico e glicólico mostrou-se mais efetivo que a combinação de glicólico com hidroquinona apenas. Mas enfatiza que uma fórmula contendo ácido glicólico 10%, hidroquinona 2% e ácido kójico 2% mostrou-se superior no tratamento de melasmas.

Por ser tão fotoestável quanto à hidroquinona, torna-se mais seguro preferir formulações industriais que manipulados. Há o uso de um derivado, o ácido kójico depalmitado (kojic dipalmitate), mais estável, porém menos eficaz como clareador segundo este artigo. Porém a empresa japonesa Kosé conseguiu melhor estabilidade do ácido kójico e disponibiliza numa linha especial, que indicarei na seção de produtos.

Uma curiosidade: assim como as nossas avós indicavam passar sumo do limão para clarear manchas de sol (não façam isso!!), no Japão alguns podem usar o saquê para clarear manchas no corpo. Não por menos eu achei até desodorante com ácido kójico para clarear manchas nas axilas e rol-on para manchas nas pernas.

No Japão, entre 2003 e 2005, o Ministério da Saúde e Bem-Estar que regulariza os “quasi drug” – seria algo como o FDA (EUA) ou Anvisa (BR) – estudou a possibilidade do ácido kójico ter potencial cancerígeno, mas foi considerado depois como um ingrediente segura para uso.

Em testes feitos em camundongos, verificou-se que o ácido kójico usado em aditivo alimentar indicava potencial tumorgênico no fígado. Mas, em novos estudos, in vitro e in vivo, usando concentrações 3,0% de ácido kójico não apresentaram resultados de mutações no DNA, sendo assim, concluiu-se que risco do ácido kójico para exercer ação cancerígena é bastante baixo na pele: “Nenhuns nódulos cutâneos foram observados em peles de animais devido ao tratamento com ácido kójico, portanto, ele é considerado por não iniciar qualquer atividade de ação carcerinogênese na pele. Por meio dessas conclusões, o ácido kójico é praticamente seguro como um ingrediente “quasi drug” clareador.”

- Produtos:

*Whitelogist EW Concentration Spots, Cosme Decorte (Kosé): essence (serum) com ácido kójico EW, mais estabilizado e que permite a pele receber o ingrediente profundamente em cápsulas, por uma tecnologia de “íons”:

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*Albion Ignis Concentrate Whitening:

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*Narcissus Total Defense, Naruko: uma linha voltada para hidratação, anti-idade e clareamento da pele: 

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- No Brasil:

*NeoStrata Pigment Lightening Gel 10 AHA: 2% de ácido kójico e 10% de ácido glicólico.

* Pigmnet Control – Biomedic: 2% de Ácido Kójico 2%, 10% de Ácido Glicólico e 0,4% de LHA.

* Melani D – La Roche Posay: Ácido Kójico, Lha e Mexoryl XL.

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*A Linha D4 (Melora), Klassis (Theraskin) e Clarité (Dermage) são outros produtos, já indicados no post anterior, que levam ácido kójico.

- Licorice (alcaçuz): o ingrediente ativo glabridin (glycyrrhiza glabra) é extraído da raiz de alcaçuz. Usado topicamente para tratar eczemas e dermatites na pele, o extrato tem ação também despigmentante, pois inibe a atividade da tirosinase. Em concentrações tópicas de 0,5% mostraram-se favoráveis para inibir a hiperpigmentação decorrente dos raios UVB e tem boa prescrição para o tratamento de melasmas e manchas decorrentes de processos inflamatórios, com efeito similar a hidroquinona.

A Dra. Baumann informa que estudos em animais mostrou que licorice tem ação anti-cancerígena e supressão de tumores na pele. Outra particularidade do licorice é o composto licochalcone, ingrediente com propriedade anti-inflamatória que o torna eficaz para o tratamento de rosácea e ação anti-acne. Para melhor compreensão dos ínumeros efeitos de extratos de licorice na pele indico este estudo.

A linha de produtos Kosé Sekkisei Supreme contém Dipotassium Glycyrrhizate, extrato retirado da licorice com propriedades anti-inflamatórias e  clareadora, indicada para o tratamento de peles sensíveis e com tendência á formação de hiperpigmentação decorrentes da radiação solar e agentes inflamatórios. Neste artigo, por exemplo, verificam-se algumas propriedades do dipotassium glycyrrhizate, entre os já citados, teria desempenho na manutenção de ácido hialurônico na pele, melhorando os níveis de hidratação:

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*Linha Primal White, Infinity (Kosé): conta com arbutin, vitamica C glicosilada e licorice para tratamento e prevenção de manchas:

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Kosé Sekkisei é outra linha que contém Dipotassium Glycyrrhizate além de 2% Glucoside Ascorbyl (vitamina C derivada, visto aqui) para melhorar clareamento da pele:

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A Sofina tem uma essence (sérum) com este clareador e o extrato de camomila que já comentei também aqui: Sofina Whitening Bihaku Essence

 

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Breve farei uma resenha deste sérum clareador!

Um ambiente geral de outras substâncias whitening:

- Flavanóides: são polifenoídes encontrados em várias classes de vegetais, frutas e flores. Além de propriedades antioxidantes, muitos flavanóides também atuam no processo de melanogênese (aqui). Eu poderia citar alguns desses que são usados em clareadores no Japão: Aloesin: ingrediente derivado do aloe vera que inibe a produção de melanina por supressão da tirosinase. Seu efeito clareador se potencializa quando combinado em sinergia com arbutin (fonte)

Ácido elágico (ellagic acid): polifenol encontrado em plantas como gerânios, eucaliptos, chá verde e morangos, inibe a produção de melanina decorrente da exposição solar com efeito semelhante ao ácido kójico: quelante dos átomos de cobre. Concentrações indicadas para tratamento de distúrbios hiperpigmentares de 0,5% são prescritas com bons resultados e sem efeito reação citóxica (fonte).

- Adenosina (Adenosine 5′-triphosphate): embora não atue diretamente na supressão da tirosinase, ele previne o acúmulo de pigmento devido ao processo de renovação celular, levando à excreção da melanina da pele. Favorece o rejuvenescimento da pele. Concentrações de 0,3% de adenosina são associadas com outros clareadores para potencializar o efeito despigmentantes em tratamentos de melasmas e outras manchas escuras na pele.

- Ácido linoléico ou alfa-linolênico (Linoleic acid): ácido graxo insaturado retirados de óleos botânicos como de cártamo, age inibindo a melanina por ação degradativa da tirosinase. Possui também ação esfoliativa e renovadora celular e formulas lipossomadas com 0,1% de ácido linoléico são prescritas para o tratamento de melasmas e outras manchas ocasionadas pela exposição solar.

- Rucinol (4-n-butylresorcinol): derivado do resorcinol, inibe a produção de melanina e em concentrações de 0,1 a 0,3% mostraram-se favoráveis no tratamento de melasmas.

- Extrato de amora (mulberry extract): extratos e raízes de amoreira oriental são usados como agentes antioxidantes e despigmentantes. Atua na inibição da enzima tirosinase e prescrição tópicas com 0,4% deste extrato mostra ação semelhante ao ácido kójico no tratamento de manchas cutâneas.

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*Produtos: Whitefficient Whitening (Shu Uemura) Marjoram and Lavender Brightening (Naruto) com ácido elágico; linha Skin79 co adenosina e arbutin e Whitissimo White Shot W (Pola) com rucinol.

- Niacinamida: já dediquei um post completo sobre este ativo da vitamina B3, onde comentei suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidante e clareadora. Diferente de todos os agentes despigmentantes citados aqui, a niacinamida atua como inibidor da transferência de melanossomos para a epiderme. Concentração entre 3,5 a 5% mostram melhores resultados na prevenção de manchas principalmente quanto combinados com outros agentes clareadores.

- Extrato de Soja (soybean): encontrado em leguminosas, como ervilhas, é outro agente que atua na inibição da transferência de melanossomos. É prescrito com a finalidade de prevenção de manchas por exposição solar e uniformidade da pele (fonte). Não é um clareador típico japonês e pdoe ser encontrado nos produtos da linha Roc.

- Ácido azeláico (azelaic acid): conhecido também como ácido dióico ou dicarboxilico e extraído de grãos de centeio, trigo e cevada, atua como inibidor da produção de malanócitos hiperativos por competir com a enzima tirosinase. Assim como o licorice, o ácido azeláico interfere na síntese do DNA dos melanócitos e mutações nas células, prevenindo cancerogênese. Alguns estudos apontam que o ácido azeláico a 20% exerce melhor efeito clareador comparado com hidroquinona a 4%, sem representar riscos de alergias e ocronose como este último. Tendo boa aceitação para peles escuras que são mais problemáticas com o uso de hidroquinona.

O ácido azelaico, embora tenha boa aceitação em todos os tipos de pele, não é comercializado em cosméticos, apenas como prescrição médica entre 15 a 20%.  Pode ser encontrado no produto Azelan gel 15% e azelan creme 20%. Particularmente eu gosto do azelaico e utilizo em combinação com tretinoina para tratamento anti-idade, pois ele tem um efeito moderado de renovação celular e antioxidante. Por ser um agente bactericida e anti-inflamatório, vem sendo prescrito em terapias contra acne e para pacientes com rosácea. 

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*Produtos: White Reviving Skin Radiance Solution (Skin79) e Total Effects 7 in one (Olay) com niacinamida; Soya Unify (Roc) com extrato de soya e Azelan Cream (Intendis) com ácido azeláico.

Eis uma lista de muitos – não todos, fica impossível citar todos!! – de substâncias com ação inibidora da tirosinase/ transferência de melanócitos para os queratinócitos. Eu poderia citar, mas futuramente, Idebenona, Glutationa, Melawhite, entre outros, mas ficaria uma Bíblia. Para facilitar, inclui todos numa tabela mais assimilada. 

Sabendo utilizar cada um deles em terapias isoladas e combinadas, conhecendo seus benefícios e possíveis colaterais – lembrando que o grau de irritação pode depender do tipo de pele de cada um – confere um bom resultado a médio e longo prazo. Não adianta querer “apagar” o tempo de exposição solar que você teve por anos em algumas semanas. O uso diário de um controlador da enzima tirosinase ajuda a reduzir ou bloquear a produção de melanina.

O ideal é cada paciente, conforme a necessidade tipo de mancha, observar qual ingrediente responder melhor ao tratamento.

Paralelo ao tratamento com clareadores, você pode usar alpha hidroxiácidos como glicólico e láctico para aprimorar o tratamento. Eles não vão agir como um clareador comum, porém, como agem nas camadas superiores da pele, removendo-as de forma gradativa, de modo que este efeito ocasione a descamação das células dos queratinócitos pigmentadas. 

Em estudos mais recentes o efeito desses ácidos parece também atuar na inibição da tirosinase. O tratamento mais pertinente é usá-los com um agente despigmentante padrão. Os benefícios são bem maiores, obviamente, quando feito em peeling químicos de concentrações elevadas para descamação parcial das manchas.

O ácido retinóico é outro componente que desacelara a produção de manchas, embora também não seja considerado um agente despigmentante – eu vejo muitos usando-a apenas com essa função e acaba esperando demais como clareador. Ele diminui a transferência de melanossomos para os queratinócitos e dispersa as células epidérmicas pigmentadas, ocasionado assim, um tom mais uniforme da pele.

O efeito renovador também reduz a proliferação acelerada de melanina no estrato córneo. Tanto os AHAs, BHAs (ácido salicílico) quanto os retinóides facilitam a penetração de outros agentes de tratamento e resultados superiores são verificados quando o ácido retinóico é combinado com hidroquinona ou azeláico para tratamento de manchas solares do que o uso de tretinóina isolada. Concentrações de tretinoina 0,05% a 0,1% são usados para tratamento para a inibição de  transferência de melanossomos, enquanto que para a versão sentética adapaleno resultados similares são vistos com concentrações entre 0,1 e 0,3% com redução de efeitos colaterais.

*Produtos: Resist Clearly Remarkable Skin Lightening (Paula’s Choice) com BHA e hidroquinona; Resist Remarkable Skin Lightening (Paula’s Choice) com AHA e hidroquinona; Diacnéal (Avène) com retinaldeido e AHA; Retinage Plus (Theraskin) com niacinamida, AHA e retinaldeido; Glyquin XM (Valeant) com hidroquinona e AHA;

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Finalizando este trabalho, tomei a liberdade de adaptar a tabela de clareadores destacada neste artigo e, assim, facilitar a pesquisa dos leitores na hora de escolher um produtos whitening:

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Agora é aproveitar para tirar melhor proveito desses ingredienets para prevenção de manchas. Particularmente eu já tenho alguns na minha wishlist: ácido tranexâmico, licorice, niacinamida, magnolignan, kójico, extrato de camomila e azeláico, que se mostraram mais indicados para atuação em inflamações provenienets tanto da radiação solar quanto de outros agentes externos.

E você, tem algum clareador preferido? Conte-me melhor!

Clareadores Japoneses – Parte IV

6 dez

No post anterior eu comentei sobre algumas substâncias desenvolvidas pela Kao Corporation para uniformizar o tom da pele e prevenir manchas.  Hoje escrevei sobre outra grande empresa Japonesa: Shiseido:

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A Shiseido foi uma das pioneiras em pesquisas em agentes clareadores e produtos dessa natureza. Ainda na década de 60 ela disponibiliza vitamina C em cosméticos, algo que começou a ganhar vulto nos EUA e no Brasil no início dos anos 90.  Entre muitas pesquisas, a Shiseido verificou que a melanina também é produzida fora dos melanócitos.

Segundo a empresa, a pele escurece rapidamente sob o sol devido a pré-melanina Dhica, que fica acumulado na epiderme e é convertido em melanina após a exposição UVA, desta forma, “descobriu-se que a melanina, até então considerada como formada nos melanócitos, era formada também fora deles”.

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A Shiseido desenvolve ativos clareadores para proteger a pele de hiperpigmentações provenienetes da radiação solar, entre eles, o arbutin. Este despigmentante usado hoje em muitos cosméticos clareadores foi foi idealizado pela Shiseido em 1989:

- Arbutin: pode ser dividido em Alpha arbutin (4-hidroxifenil-α-D- glicopiranoside), que é um pó solúvel, biosintético e versão mais pura do arbutin. Betha arbutin (hydroquinone-β-D-glucopyranoside), um derivado natural da hidroquinona e extraído de partes botânicas do bearberry (uma espécie de uva), cranberry, cowberry, entre outros, mais utilizado.

São ingredientes tradicionais usados no Japão para tratamentos de manchas. Atua na supressão da enzima tirosinase e regulador da melonogênese, tendo prescrição para distúrbios hiperpigmentares, como manchas solares, sardas e melasmas.

O que torna o arbutin um bom clareador para prevenção e tratamento de hiperpigmentação é por ser mais seguro que a hidroquinona para uso tópico: não danifica os melanócitos, tornando-se mais indicado para tratamento em peles sensíveis e peles mais escuras; tem menos toxidade que a hidroquionona; não apresentou mutações genéticas quando feito testes em animais; tem boa estabilidade, podendo ser usado em cosméticos para uso diurno (aqui).

Porém, segundo artigo publicado pela Dra. Baumann, o uso de arbutin em concentrações elevadas, embora mostre melhores resultados na hiperpigmentação, ocasionou efeito rebote após um tempo, resultando em manchas pós-inflamatória.

O uso padrão para bons efeitos terapêuticos é entre 3 a 5% que é a concentração em produtos de beleza no Japão – só relembrando que arbutin, assim como outros agentes clareadores, são “quasi drug” no Japão, enquanto que no ocidente, arbutin é considerado cosmético – os efeitos adversos relados mostram “que arbutin em concentrações na faixa de 5 a 8 m aumentou a pigmentação dos melanócitos cultivados“.

Além de função clareadora, arbutin tem ação adstringente, anti-infamatória e bactericida, o que o torna coadjuvante na prevenção de transtornos da acne, principalmente nas manchas pós-inflamatórias e outras alergias inflamatórias, mas não achei pesquisas que fomentem isso relacionado ao betha arbutin. Neste artigo, não há testes em humanos para comprovação.

Apresenta também ação antioxidante – aliás, grande parte de extratos naturais usados em cosméticos são antioxidante, então, não leve isso como um “must-have” – e poderia citar que arbutin extraído do bearberry “aumenta a taxa de renovação celular e é um excelente antioxidante. Ele trabalha para combater os radicais livres, prevenindo doenças da pele e funciona como um filtro solar natural”. Seguindo os cuidados dos asiáticos em prevenir-se de manchas, loções com arbutin durante o dia são bem diagnosticadas.

A Dra Baumann saliente que um novo ingrediente, deoxyarbutin, que é arbutin sintético teria efeito superior como agente despigmentante: “Enquanto o arbutin natural estabeleceu sua eficácia no reino cosméticos e terapêuticos, novas evidências apontam para uma nova versão sintética do botânico como sendo ainda mais eficaz (…) sendo um clareador de pele mais eficiente e menos tóxica do que a hidroquinona. O tratamento tópico com deoxyarbutin 3% induziu uma diminuição significativa na luminosidade da pele em geral e melhoria de sardas na pele clara ou pacientes de pele escura (…)”

O que é interessante comentar é que muitas dessas informações são relacionadas ao betha arbutin, chamado apenas de arbutin. Mas em pesquisas, percebe-se que a versão pura (alpha) ter ação mais potencial que na sua forma betha. Neste comparativo, por exemplo, mostra que alpha é mais estável que o betha, tendo ação mais eficaz na pele. Em outro estudo, feito com animais, alpha arbutin demonstrou efeito 10 vezes mais potente na inibição da tirosinase que o betha arbutin.

Por fim, segundo a consultora de cosméticos Paula Begoun (Paula Choice), “a maioria das empresas de cosméticos não usam “arbutin” (alpha arbutin) em seus produtos, pois existem patentes controladas para o uso em clareamento da pele. Para contornar este problema elas usam muito extratos de plantas que contêm arbutin. Infelizmente, há pouca ou nenhuma pesquisa mostrando que extrato de arbutin tenha qualquer impacto sobre a pele, especialmente nas pequenas quantidades utilizadas em produtos cosméticos.”

Em resumo: arbutin, tanto puro quanto o extrato, é uma boa opção para substituir a hidroquinona, tanto para quem não pode usá-la por sensibilidade cutânea quanto para quem quer fazer uso de outro clareador após um clico de hidroquinona. Além de ser um ingrediente facilmente encontrado em produtos combinados com outros agentes clareadores.

Produtos: 

*Shiseido Whitess Intensive Skin Brightener: com alta cocnnetração de arbutin (5%)

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*Linha Roto Hadalabo: sabonetes, loções, serum e máscaras com arbutin e vitamina C. Aliás, a loção, que em breve farei uma resenha, é tida como a nº1 no Japão em vendas como clareadora:

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*As linhas de BB cream usam arbutin como item clareador:  The Prestige BB Diamond Collection (Skin 79), Perfect Cover (Misha) e Precious BB Cream Mineral (Etude House):

Cv2

Nacionais:

*Linha Clarité Dermage

*Klassis, Theraskin

*D4, Melora

*IDB Clear face, Ada Tina

Vf3

- Ácido Tranexâmico (m-tranexamic acid): inicialmente foi usado em tratamento oral para prevenção e controle de hemorragias, especificamente em procedimentos cirúrgicos. Porém, na medicina japonesa vem sendo usado na prevenção de melasma há 20 anos, pois parece inibir a produção de melanina decorrente de estímulos hormonais e ambientais (aqui).

Segundo testes feitos em porcos – a a pele dos suínos possui pigmentação semelhante a dos humanos quando expostas à radiação solar – mostraram que após 30 dias de exposição de uma hora diária, não apresentaram diferenças significativas nas áreas que foram injetadas a substancia.

De acordo com a Dra. Baumann em “Cosmetics dermatology – 2º Edição”, o processo inflamatório leva a pigmentação da pele, principalmente em peles mais escuras. Ela cita grupos de lipídeos que são produzidos durante a inflamação e que desenpenha papel na pele pigmentada durante a inflamação. O ácido tranexâmico atuaria na redução desses lipídeos e com isso, ocorre a diminuição das atividades da tisorinase. Desta forma, ela acredita que tenha reduzido a hiperpigmentação induzida por radiação ultravioleta em testes feitos em porcos.

Em outro estudo, verificou-se que o ácido tranexâmico supriu a ação dos melanócitos por estímulos desconhecidos, desta forma, protegeria a pele da hiperpigmentação. Aqui, por exemplo, cita o ácido tranexâmico oral como coadjuvante no tratamento de melasmas nos asiáticos, com o uso combinado de Luz Intensa Pulsada. O que o autor comenta é que a pele do asiático é propensa a hiperpigmentação pós-inflamatória e tratamentos mais agressivos, como o laser, podem desencadear isso. Eu já comentei sobre isso: pele asiática, embora clara, tem características similares a pele escura, o que não se aconselha o uso de laser para não gerar manchas inflamatórias.

Mesmo hidroquionona, como já vimos aqui, não é muito aconselhável para se usado em transtornos pigmentares em peles negras pro causa de efeito rebote. Como o ácido parece mostrar ação na prevenção de manchas inflamatórias, justifique o tratamento combinado. É o que sugere este outro estudo, onde analisou-se que o ácido tranexâmico “inibe a síntese de melanina por interferindo com a interação de melanócitos e queratinócitos através da inibição do plasminogênio / plasmina”.

A Shiseido utiliza o ácido tranexâmico em cosméticos clareadores. Numa pesquisa sobre clareadores, a empresa verificou que células inflamatórias são mais abundantes em locais onde há manchas que na área normal, com maior número também de melanócitos ativados: “os melanócitos permaneçam ativos por causa de “uma leve condição inflamatória” o que leva formação de melanina excessiva e, portanto, persiste no local da mancha“. Assim, desenvolveu o ácido tranexâmico ativo, que segundo alegações da emrpesa:

“Ele age na condição inflamatória crônica nos locais das manchas, para suprimir a ativação dos melanócitos. Shiseido verificou o efeito clareador em produtos que contenham ácido tranexâmico aplicado à pele, e desenvolveu-o como um ingrediente ativo quasi drug.”

Em estudos clínicos, a aplicação tópica de ácido tranexâmico (AT) em 33 pacientes com melasmas e/ ou sardas, verificou-se que “melhorou a pigmentação em 20 indivíduos com melasma (80%) e 6 indivíduos (75%), com sardas. Nenhum efeito colateral foi diagnosticado e, assim, AT foi considerado seguro. Em relação às mudanças ao longo do estudo, foi observada melhora acentuada no prazo de oito semanas para melasma e 12 semanas para sardas, portanto, a melhora foi considerada em pelo menos dois meses de aplicação tópica.”

Assim, o uso tópico do ácido tranexâmico – em cosméticos as concentrações de 2 a 3% mostram resultados favoráveis – tem a função de prevenir hiperpigmentação, principalmente para sardas, melasmas, queimaduras solares e condições inflamatórias (acne, machucados, cortes…). Ele atua bloqueando a formação de melanina induzida por exposição solar e redução da ação da tirosinase decorrente de processos inflamatórios envolvidos na melanogênese. Sua principal indicação é para peles sensíveis e tendente a inflamações. O comparativo abaixo mostra suas ações em comparação com outros agentes clareadores

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No Brasil, a substância é prescrita em consultórios dermatológicos em forma de pílulas ou aplicações intra-dérmicas como forma de tratamento de manchas. Não encontrei o ingrediente ativo em cosméticos. Eu, particularmente, senti-me tentado a usar este componente em cosmético e venho há tempos querendo usar a linha Shiseido Elixir White:

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*Shiseido Elixir White é uma linha voltada para pele na faixa dos 20/ 30 anos. São sabonetes em gel ou barra, loções, máscaras, filtros, tudo para tratar a pele de três formas: hidratar, iluminar e clarear.

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A linha é oriental e pelas resenhas que eu tenho lido, parece ter boa textura e adequada para peles oleosas. Além do ácido tranexâmico, há ingredienets como derivado da vitamina C e agentes hidratantes. A loção tônica sebo-reguladora e clareadora, por exemplo, tem pó absorvente para atenuar o brilho da pele refletir uma aparência mais translúcida (não precisa dizer que é algo que eu preciso testar!):

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Filtro solar com boa textura:

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Sugiro navegar pelo site – com ajuda do Google tradutor – pois cada item tem instruções detalhada do produto.

*Shiseido White Lucent (): linha global da Shiseido que leva ácido tranexâmico, vitamina C derivada e outro ativo clareador desenvolvido pela empresa: potassium methoxy salicylate/ 4MKS, que age de forma semelhante ao arbutin em reduzir a produção de melanina e favorece a renovação celular. A alegação desta linha é prevenir a formação de melanina em três estágios com estes três ingredientes: O ácido tranexâmico inibe a atividade dos melanócitos para prevenir manchas futuras, enquanto que o 4MSK atua dentro dos melanócitos e a vitamina C clareia as manchas presentes.

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Tônico para controle do sebo, sérum clareador e gel hidratante são três produtos que eu poderia indicar:

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*Shiseido Aqualabel Whitening: outra linha para prevenção e tratamento de manchas – e mais em conta financeiramente, o que e melhor. O ácido tranexâmico é o carro-chefe desta linha também, além de extratos que melhoram a superfície cutâne ae luminosidade da pele. O que me atraiu é que esta linha promete melhorar da pele, nao só na uniformiade como na textura:

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A Linha é completa: conta com limpadores, hidratantes, essence e maquiagem:

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O Bright White EX essence é u dos produtos mais vendios da linha Aqualabel White:

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E eu indicaria a Whitening AC: são três produtos (loção, emulsão e sérum) especificos para peles oleosas e propensas à acne. Atua diretamente para prevenir manchas inflamatórias e prevenir espinhas:

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E no próximo post: a última parte sobre clareadores japoneses e outros ingredientes que são encontrados no Brasil.

Clareadores Japoneses – Parte III

3 dez

No post anterior eu comentei dos benefícios da hidroquinona, agente clareador com melhor eficácia para manchas cutâneas. Mas devido a sua baixa tolerância para muitas pessoas, há outros ingredientes que atuam de forma semelhante. Lembrando que pele pigmentada deve manter um protocolo diário de prevenção de manchas, podendo fazer ciclos de substâncias despigmentantes de forma isolada e/ ou combinações para ter resultados efetivos e progressivos.

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Mas há inúmeros produtos no mercado com substâncias clareadoras que, realmente, confunde ou gera indecisão na hora de escolher. Seguirei a orientação da Dra Leslie Baumann que divide a ação de clareadores em dois mecanismos de atuação:

*Agentes inibidores da enzima tirosinase e sua função melanogênese: atua para impedir a produção de melanina, pigmento que dá cor à pele, que quando afetada por fatores ambientais, químicos, genéticos ou hormonais produz melanina em excesso. Resultado: a área escurece fora do normal por causa dos melanócitos, células que dão cor à pele, gerando as manchas.

Ex: hidroquinona, mequinol, arbutin, ácido azeláico, ácido kójico, tretinoina, vitamina C, licorine, rucinol, ácido linoléico, magnolignan, rhododenol, etc…

*Agentes que limitam a transferência dos melanossomos para os queratinócitos: atuam diretamente nos queratinócitos, ruduzindo ou limitam a passagem de cápsulas com melanina para as células da camada externa da pele (epiderme). Alguns agentes podem inibir inflamações ocasionadas pela radiação UVB.

Ex: niacinamida, soja, tretinoina, extrato de camomila, ácido tranexâmico, etc.

No gráfico abaixo mostra o mecanismo de ação de algunas substãncias com ação clareadora: 

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Resumindo: enquanto um age na raiz do problema; o outro age para que o problema não alcance o seu objetivo e é comum você encontrar a combinação de ambos agentes num mesmo produto. Estou apenas simplificando melhor para não se tornar um texto muito técnico, mas que possa trazer luz para o entendimento. Conhecendo a forma de atuação de cada substancia, é possível usar cada uma por períodos ou combinadas para melhor progresso.

Há outras maneiras também de uniformizar o tom da pele e limitar a produção de manchas. Agentes esfoliantes como os Alpha e Betha hiodrixiácidos (ácido glicólico, fítico, láctico, salicílico..), pois aceleram a renovação celular da pele de forma que a as os melanócitos não conseguem fabricar melanina de forma ágil para acompanhar esta renovação. Quando usados intercalados com agentes clareadores, ajudam na homogeneidade do extrato córneo, além de facilitar a penetração deles. O mesmo ocorre quando se opta pela remoção dos queratinócitos por terapias químicas, como peeling de ácido glicólico, salicílico e retinóico, pois leva a descamação da melanina da epiderme.

Como a hidroquinona é aconselhável usar por um tempo de 8 a 12 semanas, após a sua interrupção, a ação da tirosinase volta ao normal. Nenhuns desses agentes agem de forma irreversível, então, outro ingrediente com a mesma função pode ser usado. E assim, continuamente, você pode ter os benefícios de cada um deles e manter as manchas controladas e atenuadas. Talvez seja essa a solução para uma queixa muito comum que o paciente relata o retorno das manchas após interromper um tratamento. Aliás, parece o tratamento eficaz segundo este artigo:

“Uma vez que vários tipos de distúrbios hiperpigmentares são baseados em mecanismos diferentes, formulações tópicas multifuncionais que combinam clareadores diferentes, incluindo não só a inibição da síntese de melanina, mas também a inibição da inflamação ou aceleração da renovação celular, ou ambos, podem ser melhores estratégias para aumentar a eficácia dos produtos para tratamento de melasma e lentigo solar.”

Para conseguir o almejado efeito bihaku, basicamente os produtos asiáticos têm duas coisas em comum: um agente clareador e um hidratante.  A vitamina C e o arbutin, artigo de “luxo” por aqui, são encontrados até em produtos populares, desses vendidos em supermercados. Ingredientes umectantes como o ácido hialurônico e a glicerina são os mais comuns no quesito hidratação. Talvez você prefira outros recursos (bizarros?) que as asiáticas utilizam para encarar o sol  - ou não encarar?

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Vamos saber um pouco de cada ingrediente desenvolvido no Japão:

A Kao Corporation, empresa japonesa responsável pela Kanebo, Sofina e outras marcas que eu sempre comento, está sempre investido em pesquisas científicas para novos ingredientes clareadores. Alguns deles são extraídos de extratos botânicos e comprovados como “quasi drug” para serem comercializados. Ou seja, há estudos que mostram algum tipo de resultado para agente clareador e são patenteados pela empresa.

O que garante a confiabilidade nestes ingredientes e que a empresa desenvolve estudos para não só obter ingredienets com melhor eficácia como também cumprir que sejam seguros, pois na sua extração, não são usados de substancias como chumbo e removem substancias que possam causar irritações à pele. Vamos a alguns deles:

- Rhododenol (4-hidroxifenil)-2-butanol/4 HPB): substância de fenol extraída da casca de vidoeiro branco (família da bétula) que atua como inibidor da tirosinase para controlar a formação de melanina.

- Magnolignan (5,5-bifenil-Dipropyl-2,2-diol): extraída da casca de uma planta oriental, inibe a formação da melanina em sua fase inicial e controle da tirosinase. Possui mecanismo de ação semelhante para atuar como derivado fenol da hidroquinona (aqui). Também se mostrou eficiente para tratar manchas senis, melasmas, sardas e da redução de vermelhidão.

Em testes feitos com 51 pacientes do sexo feminino, a aplicação tópica de 0,5% de Magnolignan “foi confirmado como eficaz no clareamento não apenas em lesões de pele pigmentadas, como também em peles em peles não-pigmentadas saudáveis, sem apresentar alguma reação adversa durante o teste”.

- Bisamin (gamma-amino-beta-hydroxybutycid acid): um aminoácido usado para melhorar a aspereza da pele e suavizá-la. Atua na camada mais profunda da pele (derme), melhorando a sua textura e trazendo translucidez regularidade ao tom da pele. Não é um agente clareador, mas o seu grau de atuação em conjunto com ingredientes clareadores permite melhor absorção e resultados.

Os três ingredientes agem em conjunto para prevenção e controle de manchas solares e inflamatórias e tornar a pele bonita e saudável. São encontrados na linha Kanebo Blanchir Superior

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Há uma gama de produtos como limpadores, tônicos, máscaras, sérum e emulsões. Eu tenho vontade de usar o White Deep Clear Conditioner (condicionador seria algo como tônico):

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Ela suaviza a pele após a limpeza, age para prevenir manchas e hidratar. Como citei, o sentido de pele saudável para os asiáticos é uma pele livre de manchas e luminosa. E este tônico atua dessa forma, além de ter três opções, sendo a I indicada para peles oleosas. Não espere que ele matifique a pele, apenas que seja leve para este tipo de pele. Sugiro visitar o site, pois tem todas as explicações e até mesmo a quantidade para uso e como aplicar. Além de vídeos e informações detalhadas da linha completa.

A Linha Kanebo Impress IC White também leva alguns desses clareadores:

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São loções, limpadores e filtros solares para prevenir e tratar manchas como sardas e outras manchas solares. pele com brilho e textura uniforme. Um deles é o Sérum Impress IC White:

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- Camomilla ET (matricaria chamomilla extract): um extrato botânico “quasi drug” whitening que inibe a síntese de melanina, prevenindo hiperpigmentação por exposição solar. Como a camomila também é tradicionalmente usado como agente anti-inflamatório, ajuda a combater manchas dessa natureza. Só que este extrato da Kao difere dos outros usados, por ter sido desenvolvido e aprovado como um clareador no Japão (não é qualquer camomila que terá o mesmo efeito, ok?)

De acorco com estudos, testes feito com 22 voluntários que usaram um creme com 5% do extrato de camomila e foram expostos à radiação UV por determinado tempo ao longo de três semanas mostraram que a camomila inibiu a pigmentação induzida pela radiação comparada com outra área que foi usada um placebo. Assim, os resultados “indicam que o creme que contém extratos de camomila é um agente seguro e eficaz para o clareamento da pele pigmentada”.

As alegações da empresa são que o extrato de camomila inibe a ação da proteína endotelina que aumenta a hiperpigmentação quando exposta à luz ultravioleta. Parece que o extrato atuar na transição dos melanócitos para os queracinócitos, inibindo a transferências e formação de manchas. Inda segundo a empresa, “até então, Os clareadores anteriores foram desenvolvidos para inibir a atividade da tirosinase, enquanto que o extrato de camomila é focado unicamente em como os queracinócitos são afetados pelos melanócitos.”

Não estou muito certo se ele é potente para clarear manchas, mas como prevenção ele parece ser uma boa alternativa (lembra que eu falei que o caminho é combinar de clareadores?). Ele é encontrado em vários produtos da Kao

*Sofina White SPF 50+/ PA+++

*Sofina UV ALBLANC Medicated Protect Emulsion SPF50 + PA + + +

*Curél Whitening Moisture Essence

C8

- Vitamina C derivada (L-ascorbic acid 2-glucoside/ AA2G): vitamina C e derivados são usadas no Japão há, pelo menos, quatro décadas, tanto como prevenção de manchas solares quanto como antioxidantes. É considerado um ingrediente “quasi drug” clareador. Existem vários derivados da vitamina C na indústria asiática, até mesmo devido à instabilidade desta vitamina, que requer muito cuidado na manufatura.

A Kao usa o derivado AA2G, desenvolvida no Japão pela empresa Hayashibara, que tem melhor estabilidade e ao ser absorvida na pele, libera lentamente vitamina C pura, sendo mais fácil de manipular em produtos de skin care.

Atualmente, AA2G está disponível em produtos nacionais, mas a diferença é na Ásia ela é um ingrediente-coringa, que você pode encontrar em vários tipos de produtos, até populares, e aqui você tem que pagar uma boa bagatela por algo parecido.

Há inúmeros benefícios que a vitamina C pode exercer na pele, mas poderia citar a opinião de dermatologistas neste estudo que diz:

“Em adição os seus efeitos antioxidantes, a vitamina C é importante na cicatrização das feridas, essencial na síntese de colágeno, atuando como co-fator para as enzimas lisil e propil hidroxilases, e estimulando a transcrição dos genes do colágeno. Tem sido utilizado também como clareador cutâneo, inibindo a tirosinase. Provê suplemento seguro e efetivo de armazenamento nos tecidos, melhorando a fotoproteção e aumentando as defesas antioxidantes.”

 Desta forma, usado de forma tópica ela e inibe a ação da tirosinase e a síntese de melanina na pele. Mas embora as formas derivadas consigam ser mais estáveis que a versão ácida original, não parece ser ter o mesmo resultado efetivo:

“Não há derivados da vitamina C que demonstrem atividade maior do que o próprio, e os ésteres possuem atividade de vitamina C tanto menor quanto maior for o número de radicais substituídos. O ascorbil 6-palmitato, por exemplo, embora penetre a pele, é ineficiente em sua conversão para o ácido L-ascórbico, a forma ativa da vitamina C. Por sua vez, o ascorbil fosfato de magnésio não é capaz de atravessar o estrato córneo.”

Assim, não tenho garantia que o derivado AA2G possa ser um substituto autêntico da vitamina C pura, mas suas propriedades terapêuticas são mais eficazes que a de outros derivados: “L-ácido ascórbico 2-glucoside tem mantido a atividade biológica prolongada de ácido ascórbico mais do que o ácido L-ascórbico de sódio 2-fosfato, um ácido ascórbico convencional”.  Ainda no mesmo artigo, diz que uma concentração de 2% deste derivado teve efeito inibitório na hiperpigmentação da pele por exposição UVB.

De acordo com este informe, AA2G “funciona de maneira idêntica à vitamina C, prevenindo e impedindo a pigmentação da pele pela supressão da síntese de melanina nos melanócitos. Tem também a capacidade de reduzir a quantidade de melanina pré-existente, resultando em uma pigmentação mais clara, dando à pele uma aparência de jovialidade, saúde e brilho.”

Eu uso tanto vitamina C pura e a derivada AA2G. O que eu aprecio na segunda é a praticidade de usá-la tanto em loções quanto filtros solares e por um preço mais modesto. E eu sinto que a pele responde bem, melhorando o brilho da pele e, como não sofro de hiperpigmentação, é o que eu posso relatar.

Os Produtos da Kao com AA2G são formulados com 2% deste derivado, que é a maior concentração utilizada e que se observar os melhores resultados:

*Kanebo Allie SPF 50+ PA+++ (Whitening)

*Sofina Beauté Whitening Lotion

*Curél Whitening Moisture Lotion 

C9

E a saga continua: no próximo post comentarei de outros clareadores densevolvidos pela emrpesa Shiseido.

Clareadores Japoneses – Parte II

1 dez

Há inúmeros ingredientes disponíveis para uniformizar a pele, prevenir manchas e atenuá-las – veja, não digo acabar de vez, porque eu desconheço um produto que tenha um resultado 100% efetivo. Não quero desanimar, mas manchas na pele são para tratar sempre e, principalmente, precaver. Se te consola, celebridades como Débora Block e Julianne Moore seguem um protocolo de controle de manchas há pelo menos uma década, isso inclui o uso diário de filtros solares e inibidores da melanina. Peles do tipo pigmentadas (propensas a ter manchas) devem ter isso em mente como cartilha de cuidados.

C3

Muitos dos ingredientes que serão descritos aqui você pode encontrar tanto em produtos cosméticos quanto em medicamentos. Pretendendo sempre atualizar este post com novas substâncias e produtos que eu acredite ser interessante comentar.

Sobre essa designação cosmético/ medicamento no Japão ingredientes ativos com ação clareadora são chamados de “quasi drug” – literalmente “quase medicamento”. Seria uma classe de ingrediente que são usados como medicamentos, mas sem a necessidade de ser prescrito por um médico, ou seja, se aqui um medicamento precisa de receita para ser comprado na farmácia, um “quasi drug” não precisa. Porém, para ganhar esta classificação, ele deve ser aprovado e regulamentado pelo Ministério da Saúde Japonês comprovando os seus resultados efetivos e sendo seguro para o consumidor. Desta forma, são comercializados em cosméticos e outros produtos de conveniência. É muito comum você ler essa categoria “quasi drug” rotulado em produtos com agentes “whitening” (vitamina c no Japão é “quasi drug” clareador), embora substâncias “quasi drug” não se restringem apenas a isso: há desde agentes anti-bacterecidas, contra mau odor, etc.

Cabe acrescentar que a hidroquinona, agente despigmentante muito usado no Brasil para o tratamento de hiperpigmentação cutânea, é proibido no Japão – e países da União Européia – tanto em cosméticos quanto em medicamentos. Mas é pertinente acrescentar as seguintes informações:

“Produtos à base de hidroquinona foram proibidos na África do Sul alguns anos atrás onde os problemas mais graves ocorreram. Todavia, produtos com hidroquinona na África do Sul e outros países Africanos foram encontrados também com mercúrio e glicocorticóides, entre outros ingredientes ilegais, considerado por muitos como a causa dos efeitos colaterais graves (…) Outros países, como os da União Européia proibiram a hidroquinona, principalmente com base nestes relatórios, mas sem provas fundamentadas de que, quando adequadamente formulados, a hidroquinona é um ingrediente prejudicial”

Claro que estamos falando do contexto racial, pois produtos “branqueadores” são vendidos de forma ilegal, principalmente no continente africano e na Índia, com o pretexto de mudar a cor natural da pele e sentido totalmente segregatório.

Independente das proibições e não sendo um componente whitening usando no Japão, eu não poderia deixar de escrever sobre ele. Então, abrirei um adendo neste post. 

Hidroquinona:

A hidroquinona é ainda a substância clareadora mais receitada pelos médicos para tratar manchas no Brasil e nos EUA. Aliás, o FDA (agência regulamentadora americana) aprovou o uso deste ingrediente em 82, mas estudou também a sua proibição no país em 2006. Atualmente, a sua prescrição é segura quando usada de forma cosmética (2%) e medicamentosa (4%).

Por que a hidroquinona causa tanta controversa?

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Hidriquinona é metabólico do benzeno muito usado para revelações de filmes fotográficos, porém, há mais de meio século descobriu-se o seu potente efeito despigmentante na pele. Seu grau de atuação é de várias formas: age diretamente nos melanócitos para inibir a síntese de melanina; aumenta a degradação dos melanossomos, cápsulas celulares com melanina; e pode reduzir a ação da tirosinase, enzima que estimula a produção de melanina, em 90%.

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Porém, para ser mais efetiva, deve-se usar em concentrações de 4% (usadas somente em prescrições médicas), o que pode ocorrer reações adversas como irritação cutânea, dermatite de contato, alergias e descamação (ok, mas até retinoides e AHAs podem gerar algumas dessas reações e, principalmente, se a sua pele for reativa a estes ingredientes). Não é de toda a substância mais tolerável na pele, sendo fotorreativa decorrente a exposição solar. Por isso, sua prescrição é mais indicada para tratamento noturno e, mesmo assim, com o uso imprescindível de filtro solar durante o dia – o que para mim é óbvio em se tratando de tratamento para clarear a pele! O seu resultado na pele é superior e eficaz a todos os outros clareadores, o que confere a hidroquinona status de clareador mais potente e eficaz no mercado. Para manchas mais severas, como de melasma, hidroquinona é o que tem melhor resultado comprovado quando receitado em concentrações de 4%.

Há opiniões e estudos adversos com relação a esta substancia, entre os colaterais avaliados do ingrediente são que o uso por tempo indiscriminado pode ocorrer justamente aquilo que se destina a tratar: hiperpigmentação permanente da pele (ocronose exógena) em pouquíssimos casos retratados, citados especifiicamente em peles escuras e uso superiores a 10%. Outros efeitos avaliados em estudos são a hipopigmentação (manchas brancas “em confete” irreversíveis, similares ao vitiligo e acromias), caso semlhantes em usuarios com pele escura, descoloração, vasos capilares (telangiectasias), entre outros.

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Mas o que a torna ainda mais polemica é a possibilidade de hidroquinona ser uma substância com potencial cancerígeno: em estudos in vitro observou-se efeito tóxico sobre as células que contém melanina. Mutações no DNA são relatadas em estudos com ratos, onde foram injetadas em doses e por via oral – mas não avaliação por via tópica -, e ademais, não há comprovação em estudos in vivo em cinqüenta anos de prescrição médica que a hidroquinona tenha causado câncer. Mas são todos baseados em estudos de décadas passadas (80/ 90) e novas revisões sobre o tema ainda confirmam que o uso tópico e acomanhado por um especialista é seguro como tratamento. Sugiro a leitura dos artigos sobre o tema no site Futurederm aqui e aqui.

Nas minhas pesquisas, o que parece mais sensato é usar por períodos de tempo correto. Entre 2 a 4 meses, interrompendo e dando continuidade com outros despigmentantes. Eu poderia citar as opiniões das dermatologista americanas, Cynthia Bailey e Leslie Baumann, a primeira, por exemplo, prefere prescrever produtos com hidroquinona em terapias de 3 a 4 meses, pois não gosta do uso de hidroquinona a longo prazo. A Dra. Baumann segue o mesmo protocolo, pois segundo ela:

“Estudos recentes também têm demonstrado a eficácia dos cremes que contenham hidroquinona em combinação com outros ingredientes. Observando com muita atenção a quantidade de hidroquinona que estamos aplicando e usando-a em ciclos de quatro meses (alternando com outros produtos de clareamento da pele), podemos desfrutar de seus benefícios, minimizando os riscos.”

Usar ou não usar, eis a questão. O certo seria conversar com um médico e analisar a extensão das suas manchas e a indicação do produto. Para mais segurança, prefira a prescrição em ciclos, conforme sugerido pela Dra. Bailley e, dependendo do tipo de mancha, usar hidroquinona em concentrações terapéuticas (1 a 2%, embora resultados mais eficazes são verificados em concentrações de 4%) ou em combinação com outros despigmentantes. O mais usual é a combinação de hidroquinona com tretinoína e corticóide, como sugerida pelo Dr. Kligman, pois está fórmula aumenta a potencia como clareador e reduz a irritação. Os resultados começam a aparecer em 1 mês de uso.

A fórmula Kligman (hidroquinona 5%, tretinoína 0,1%, dexametasona 0,05%) é a mais utilizada até hoje pelos dermatologistas para tratamento de melasmas, lentigos e melanoses. Sendo inicialmente formulada, mas hoje você pode adquirir em versão farmacêutica. Eu prefiro a segunda opção, pois a hidroquinona como é muita fácil de oxidar quando exposta a luz, umidade e ar, o seu armazenamento e manipulação devem ser confiáveis:

“Quando exposta à luz e na presença de oxigênio sofre oxidação, que é a perda de elétrons da molécula, formando-se inicialmente uma quinona de coloração amarelada que se oxida à hidroxiquinona, também de coloração amarelada, a qual polimeriza-se originando produtos de cor marrom escuro. Esta forma, além de não exercer ação despigmentante, torna o aspecto da formulação desagradável.”

Por esta análise, é sugerido a amazenação do produto em frasco metálico e acrescido de antioxidante para manter a conservação do produto constatando que “base não-iônica e a associação dos antioxidantes metabissulfito de sódio a 0,1 % e vitamina E a 0,5 % foi o sistema que se manteve quimicamente estável por maior período de tempo, obtendo um teor de 92,69% da hidroquinona.” Preferível em quantidade para uso limite de dois meses para maior eficácia do produto.

Produtos:

Clareadores com hidroquinona e outros ativo (Fórmula Kligman):

Td

- Triderm – Medley – creme 15 g

0,1% fluocinolona acetonida, hidroquinona 4%,  tretinoina 0,5%

- Tri-luma – Galderma – creme 15 g/ 30 g

0,1% fluocinolona acetonida, hidroquinona 4%,  tretinoina 0,5%

- Vitacid Plus – Theraskin – 15 g

0,1% fluocinolona acetonida, hidroquinona 4%,  tretinoina 0,5%

- Suavicid – Legrand (Genérico) – creme 15g 30 g

0,1% fluocinolona acetonida, hidroquinona 4%,  tretinoina 0,5%

- Hidroquinona tópica:

Td2

- Clariderm Stiefel – 30 g

Hidroquinona 2% gel creme

- Clariderm Clear Complex – 30 g

Hidroquinona 2%, loção.

- Claripel- Stiefel – 30 g

Hidroquinona 4% gel creme

- Claquinona – Germed Pharma (Genérico) – 30g

Hidroquinona 4% gel creme

- Cleankinol – Legrand (Genérico) – 30 g

Hidroquinona 4% gel creme

- Solaquim – Valeant (Genérico) – 30 g

Hidroquinona 4% creme

- Outros:

Td3

- EpiQuin Micro – SkinMedica – 30 g

Hidroquinona 4%, Vit C (ácido ascórbico), retinol.

- Lustra - Taro Pharmaceuticals – 28 g

hidroquinona 4% e ácido glicólico 4% creme

- Alustra - Taro Pharmaceuticals – 28 gr

hidroquinona 4% e retinol 0,3% – creme

Agora, se você teme por correr algum risco, pode recorrer a outros ingredientes com finalidades parecidas. Eu continuo confiando na hidroquinona, sabendo utilizá-la de forma correta. Mas como minha pele não sofre de hiperpigmentação, eu usei poucas vezes – três meses por ano – confesso que não gosto do “purgatório” que a minha pele sofre. Tenho predileção por outro fenol – mequinol – e comentarei brevemente.

Mas não conheço uma solução definitiva, mesmo com hidroquinona, porque a despigmentação ocasionada e reversível, assim que se interrompe o uso de um inibidor da síntese de melanina, a função se normaliza. Por isso é preconizante alternar clareadores e filtro solar sempre.

Concluindo, devido aos efeitos adversos e possíveis limitações com o uso de hidroquinona, a industria farmacêutica está sempre pesquisando e buscando novos princípios clareadores. A Shiseido, ainda nos anos 80, descobriu um genérico da hidroquinona – o arbutin – como forma de substituí-la. Mas isso fica para a próxima resenha!

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